“Ele era muito tímido com o público dele”, diz Sergio Mamberti sobre Cláudio Marzo

  • Por Jovem Pan
  • 22/03/2015 16h10
Dionísio ( Sérgio Mamberti )Do bonzinho Dr. Vitor ao maléfico Dionísio

O ator Cláudio Marzo morreu na madrugada deste domingo (22), após complicações de uma pneumonia. Com sua trajetória nas novelas globais e no teatro, Marzo fez vários colegas na profissão. Um deles, o ator Sérgio Mamberti, que falou com exclusividade à Rádio Jovem Pan.

“Fiquei bastante surpreso com a notícia. Eu não sabia. Eu fiquei escutando hoje de manhã, e não tive a notícia. Ele foi um grande companheiro de televisão e teatro, e nas relações de amizade também, principalmente quando nasceu a Alessandra Marzo, filha dele, que é amiga dos meus filhos também”.

Mamberti relembrou alguns dos trabalhos de Marzo na televisão, e contou sobre a época em que eram colegas em oficinas de teatro. “O Cláudio fez trabalhos muito bonitos na televisão, e fizemos cinema juntos também. Não me lembro exatamente, mas fizemos mais de uma novela. Certamente foram novelas da Globo. Não atuamos juntos no teatro, mas convivíamos demais nas oficinas”.

Sobre a personalidade de Marzo, Sérgio não poupou elogios. “O Cláudio tinha um humor muito particular, nos divertíamos muito com ele em cena. Era um homem muito bonito, as mulheres se apaixonavam demais por ele. Foi certamente um dos maiores galãs da Globo”.

O ator ainda contou um fato pouco conhecido sobre a personalidade de Marzo em relação aos fãs. “Ele era muito tímido com o público dele. Quando as pessoas vinham falar com ele, ele ficava muito nervoso, e arrumava uma maneira de escapar”.

Em relação à sua convivência com ele, Sérgio destacou que acabou perdendo contato com ele nos últimos tempos. “Perdi um pouco de contato com ele, porque como a saúde do Cláudio estava muito abalada, ele não estava fazendo muitas coisas”.

Ao final da entrevista, Mamberti lembrou do carinho que os colegas de profissão tinham pelo ator. “É um ator muito querido pelos colegas. Essas despedidas são muito tristes, porque, de uma certa forma é uma parte nossa que vai embora também”.