“Espero que ele não seja artista”, diz Sandy sobre o filho Theo

  • Por Jovem Pan
  • 07/10/2017 12h47 - Atualizado em 07/10/2017 12h48
Reprodução/InstagramDe acordo com ela, a vida de um cantor mirim pode ser "cruel e frustrante"

Não é novidade para ninguém que a cantora Sandy teve uma das carreiras mais precoces do cenário musical brasileiro. Ela começou a cantar profissionalmente aos 7 anos de idade com a clássica Maria Chiquinha ao lado do irmão Junior e desde então nunca parou. Hoje, aos 34, a artista diz que não se arrepende de ter começado a trabalhar tão cedo, mas ressalta que não quer que o filho Theo siga esse mesmo caminho.

“Eu sei que vou incentivá-lo a ter a música como hobby porque é maravilhoso para o desenvolvimento. Mas espero que ele não seja artista, nem músico. Se ele quiser, é claro, vou apoiá-lo. Mas vou segurar ao máximo para que ele não seja artista mirim, nem artista adolescente. Porque eu sei das dificuldades. Eu tive muita sorte, mas não é assim com todo mundo. É um mundo muito cruel e também frustrante. Tem muita gente que passa a vida inteira tentando e não consegue. Não consegue viver disso, não consegue espaço, não consegue se destacar. E a música é um pouquinho dependente do sucesso. Normalmente o artista tem a aspiração de ir para televisão, divulgar seu trabalho, ter sua música tocando na rádio. E se você não consegue isso, você fica frustrado. E é a maioria que não consegue”, disse ela em entrevista à revista Quem desta semana.

Theo, 3 anos, é fruto de seu casamento com o também músico Lucas Lima. Reservado, o casal nunca compartilha fotos do bebê e raramente aparece publicamente com ele.

Durante a conversa, a cantora revelou ainda que pensou em parar de cantar assim que o pequeno nasceu, mas teve medo de não conseguir retomar a carreira após esse hiato.

“É sério mesmo, pensei em parar de cantar. Mas vai! E eu tomei uma decisão cem por cento racional quando voltei a trabalhar. Porque no futuro, eu poderia me arrepender. Eu sabia que poderia perder espaço e depois não conseguiria retomar minha carreira. O mundo muda, a música muda, as pessoas mudam muito rápido. E se depois eu quiser voltar e não tiver mais espaço para mim? Então, eu voltei numa decisão racional e dolorida pra caramba. Eu realmente não estava com vontade de trabalhar. Eu chorava ao sair de casa. Às vezes, ainda choro de tristeza de deixar o Theo. Mas mãe é assim. E graças a Deus, tomei essa decisão. Porque foi quando pisei no palco que vi o buraquinho que estava lá dentro e não sabia que estava. Foi muito legal, fiquei muito emocionada de voltar a cantar. E minha profissão ganhou um novo sentido. Eu tinha alguém mais para quem fazer”, afirmou.