Artistas lamentam incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro

  • Por Jovem Pan com Estadão Conteúdo
  • 03/09/2018 09h59
EFEArtistas ressaltaram que o país precisa cuidar melhor de sua história

Diversos artistas e personalidades manifestaram seu sentimento de luto após o incêndio que destruiu o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no último domingo (2).

A atriz Letícia Sabatella afirmou que “esse episódio precisa gerar um salto de consciência em toda a sociedade pelo fim do descaso com a preservação da arte e da cultura no Brasil”, enquanto a apresentadora Fátima Bernardes lamentou “200 anos de história perdidos”.

O cantor Caetano Veloso afirmou que esse episódio precisa gerar um salto de consciência em toda a sociedade pelo fim do descaso com a preservação da arte e cultura brasileira.

“Manifestamos nosso luto e solidariedade pela tragédia do Museu Nacional. Esse episódio precisa gerar um salto de consciência em toda a sociedade pelo fim do descaso com a preservação da arte e da cultura no Brasil. Muitos equipamentos e instituições públicas correm o mesmo risco. Não podemos permitir a destruição do nosso Patrimônio histórico”.

Celso Portiolli, do SBT, ressaltou a “perda irreparável”: “O trabalho de centenas de anos e milhares de pessoas se perdendo para sempre”.

A atriz Monica Iozzi também lamentou a tragédia com a perda de praticamente todo o acervo histórico do país que estava presente no museu, se perguntando sobre o futuro de um país que não cuida de sua própria história. “Que tragédia. Estou estarrecida e me perguntando que futuro tem um país que não cuida da própria história”.

Luciano Huck disse que foi uma perda inestimável de um patrimônio histórico do Brasil. “Perda inestimável de um enorme acervo do patrimônio histórico brasileiro. Resultado de uma politica cultural equivocada que não valoriza nossos museus como deveria. Entender nosso passado, é o melhor jeito de desenhar nosso futuro. Muito triste com a cena do museu ardendo em chamas”, escreveu.

O Museu Nacional, fundado por d. João VI, chegou ao bicentenário com goteiras, infiltrações, salas vazias e problemas nas instalações elétricas. Várias salas estavam fechadas por total incapacidade de funcionar. De acordo com pesquisadores, tratava-se de uma ‘tragédia anunciada’.

Minha solidariedade a todos os trabalhadores e pesquisadores e cuidadores desse Museu

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