Dono de camarote mais disputado do Carnaval já barrou Arnold Schwarzenegger

  • Por Jovem Pan
  • 29/01/2019 14h29
Jovem PanJosé Victor Oliva foi o convidado do Pânico nesta terça-feira (29)

Todo Carnaval para o empresário José Victor Oliva, dono do Camarote Nº1, é igual: ele lida com as mais poderosas celebridades e artistas do mundo inteiro que querem curtir a festa na Sapucaí no camarote mais disputado da avenida. E está enganado quem acha que ele abaixa a cabeça para os famosos. Quem não cumprir as regras, está fora – e foi isso que aconteceu com Arnold Schwarzenegger. Em entrevista ao Pânico, nesta terça-feira (29), Oliva contou que barrou o astro de Hollywood.

“Schwarzenegger pegou o avião dele e veio para o camarote. No primeiro dia, tudo certo. No dia seguinte, ele foi sem a camiseta [do patrocinador] porque descobriu que era de uma cervejaria, e eu o barrei”, contou Oliva. “Eu fiquei muito constrangido de barrar ele, mas tinha duas mil pessoas lá, todas de camiseta”, explicou.

O Camarote Nº1 e o Carnaval carioca atraem vários turistas estrangeiros, desde as celebridades aos anônimos. José Victor Oliva, no entanto, acredita que o Brasil explora mal seu potencial turístico no exterior. “O brasileiro só sai daqui para falar mal do Brasil. O Brasil é mal divulgado [lá fora]”, afirmou. Ele ressaltou que os problemas do país, como a violência, jogam contra a imagem do turismo, mas que é possível superar isso. “Do mesmo que sujou [a imagem], ‘dessuja’.”

Lidando com bêbados

Com 30 anos de experiência na noite, o empresário sabe muito bem as coisas boas e ruins que esse ramo traz. Uma delas são os bêbados nas festas. Mas ele reforça não se importar em lidar com gente que já está fora da casinha. “Eu não vendo milkshake, vendo bebida alcoólica, não posso reclamar”, disse.

O mixologista Marco de La Rocha, que trabalha com Oliva no Riviera, em São Paulo, concorda. “Nosso papel é melhorar a noite das pessoas que escolheram estar no nosso balcão”, explicou.

Para o empresário, quem está por trás do balcão é uma espécie de terapeuta. “Se você está pra baixo e o cara te dá uma coisa que te deixa pior, ele não é um bom profissional”, cravou José Victor Oliva.