Galvão Bueno anuncia que deixará as narrações na TV Globo após a Copa do Mundo

Um dos maiores locutores do país de todos os tempos, o carioca de 71 anos anunciou que deixará o microfone após a realização do torneio da Fifa

  • Por Jovem Pan
  • 24/03/2022 15h40 - Atualizado em 24/03/2022 15h44
Reprodução/Globo/11.10.2021 Galvão Bueno Galvão Bueno soltou um idiota durante a transmissão ao vivo do jogo

A Copa do Mundo de 2022, que será realizada entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro, será o último grande evento narrado por Galvão Bueno na TV Globo. Um dos maiores narradores do país de todos os tempos, o carioca de 71 anos anunciou que deixará o microfone após a realização do torneio do Catar. “Eu tenho contrato com a Globo até o fim do ano. E a gente resolveu que iríamos investir muito na minha participação na Olimpíada e, esse ano, seria seleção brasileira e Copa do Mundo. E estamos conversando para ver o que será depois do dia 18 de dezembro, que é o dia da final. Espero estar com saúde para estar lá”, disse um dos rostos mais conhecidos na televisão brasileira, em entrevista ao “O Globo”, nesta quinta-feira, 24.

Galvão Bueno, no entanto, ainda não decidiu qual será o seu futuro após o Mundial do Catar, dando a entender que pode deixar a emissora carioca depois de 41 anos. “Temos até lá para resolver o que vai acontecer. Eu diria que hoje tenho uma consciência de que seria minha última Copa do Mundo narrando em TV. Tudo tem seu tempo. Ao mesmo tempo, que termina o contrato para essa minha sequência de 41 anos na Globo, com trabalho do dia a dia, programa, narração de jogos, com essas coisas, a tendência nessa conversa é que isso pare depois da Copa do Mundo. Mas estamos negociando outras coisas. Outros caminhos. E, muito provavelmente, muita coisa nesse mundo digital e outras plataformas dentro do Grupo Globo. A Globo é minha casa”, declarou o narrador.

Na TV Globo desde 1981, Galvão Bueno trabalhou em 10 edições de Copa do Mundo (Espanha-1982 a Rússia-2018), participou de várias Olimpíadas, narrou algumas temporadas da Fórmula 1 e também se aventurou em outros esportes, como o MMA, por exemplo. “Então, a nossa conversa nesse momento é: o que irá acontecer, como deixaremos as portas abertas e que porta será utilizada depois do dia 18 de dezembro. É impossível você dizer no mundo ‘não, nunca mais’. A vida me ensinou isso. Mas neste momento eu diria, narração em TV aberta, não mais”, acrescentou o ícone da TV. “É como o Roberto fala: ‘se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.'”