Olivier Anquier se recusa a tomar medidas contra o coronavírus: ‘Não embarco nessa’

Olivier Anquier postou um desabafo no Facebook sobre a situação do coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 16/03/2020 15h01
Reprodução/FacebookOlivier Anquier postou um desabafo no Facebook sobre a situação do coronavírus

O chef Olivier Anquier fez um post no Facebook nesta segunda-feira (16) afirmando que se recusa a seguir as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde para evitar a propagação do coronavírus no país.

No texto, Anquier afirma que as preocupações com o coronavírus são uma “paranóia injetada à força” e que não será “mais um boi no rebanho” seguindo as precauções.

“Eu me recuso a me esconder em casa e abandonar os meus clientes que saíram de casa e foram nas minhas padarias ou restaurantes”, escreveu.

Ele ainda disse que não vai deixar de cumprimentar os frequentadores. “Faço questão de ser presente e cumprimentar cada um deles como eu fiz ontem de manhã antes de viajar para São Sebastião para que no final da tarde eu pudesse apresentar o meu show a essa plateia composta de gente simples de todas as idades que vieram em peso feliz e pensa como eu e até porque para muitos a realidade da vida é muito mais cruel e violenta que o corona”, continuou.

O chef comparou a pandemia a outros problemas do país, como a violência, deslizamentos e dengue. “Eu me recuso a ler, ver e ouvir os argumentos daqueles que nunca se revoltaram ou fizeram qualquer coisa sólida para acabar com problemas infinitamente maiores, profundamente instalados no nosso país”, afirmou.

Veja o texto abaixo:

Eu me recuso!Eu me recuso a aceitar essa paranóia injetada a força .Eu me recuso a ser hipócrita. Eu me recuso a ser…

Posted by Olivier Anquier on Monday, March 16, 2020

Nos comentários, muita gente criticou a atitude de Olivier. “Cuidado com o que você posta. Você é uma figura pública e muitas vezes é melhor ficar calado”, escreveu uma seguidora.

Até a noite deste domingo (15), o Ministério da Saúde registrou 200 casos de COVID-19 no Brasil. Em todo o mundo, já são 7.055 mortes.