Feira do Livro de Bogotá revive leituras e lembranças de García Márquez

  • Por Agencia EFE
  • 04/05/2014 22h59

Bogotá, 1 mai (EFE).- Com um estande cheio de borboletas amarelas, com murais dedicados à obra de Gabriel García Márquez, sua época de estudante em Bogotá e as leituras que influenciaram sua formação, o governo colombiano homenageia o Nobel de Literatura de 1982 na XXVII Feira Internacional do Livro de Bogotá.

O Ministério de Cultura, em conjunto com a Biblioteca Nacional, dedica seu estande ao escritor que morreu em 17 de abril na Cidade do México para celebrar sua vida, obra e memória com uma seleção dos livros e autores que mais o influenciaram.

“A ideia é mostrar a faceta de García Márquez como leitor e que as pessoas possam se dar conta da importância da leitura em sua formação como escritor”, disse à Agência Efe Sami Navarro, um dos guias do Ministério de Cultura no evento que começou na terça-feira passada e termina no próximo dia 12.

A exposição inclui uma seleção de 148 comentários do autor em suas memórias, textos jornalísticos e entrevistas que foram escolhidos nos acervos da Biblioteca Nacional.

García Márquez foi um leitor voraz desde sua infância. A primeira obra que leu foi “As mil e uma noites”, quando encontrou um exemplar na casa de seus avôs em Aracataca, sua terra natal.

Junto a essa estão outras obras que tiveram influência para Gabo, como é carinhosamente chamado, como “Édipo Rei”, de Sófocles; “A metamorfose”, de Franz Kafka; “Ulises”, de James Joyce; e “A montanha mágica”, de Thomas Mann.

“Sua vida, da qual conhecemos sua escrita, era cheia de leituras e de autores que deixaram uma profunda marca em sua maneira de ver o mundo, o ofício de escrever e a literatura”, explica o Ministério de Cultura.

A exposição inclui as capas das primeiras edições das obras de García Márquez e das traduções a diferentes idiomas, que vão do Inglês ao Francês, até o Islandês e o Euskera.

O estande separou um espaço para lembrar os anos de juventude do escritor, no final da década de 40 e começo de 50, com um mural. Nele, há fotografias da capital colombiana de meados do século passado, reproduções da imprensa, textos e frases do nobel, que disse certa vez: “Tenho cinco mil lembranças para contar de Bogotá, a cidade onde me formei”. EFE

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