Festival de Berlim percorrerá América Latina em mais de 20 filmes

  • Por Agencia EFE
  • 28/01/2014 15h28

Gemma Casadevall.

Berlim, 28 jan (EFE).- O Festival de Berlim percorrerá América Latina através de mais de 20 filmes, mostrará novos talentos e deixará que algum deles dêem palestras, em uma edição do festival especialmente atenta a cinematografia latina.

O diretor do Festival de Berlim, Dieter Kosslick, tinha adiantado dias atrás que na 64ª edição do festival haveria uma forte presença do cinema latino-americano em todas as suas seções e a apresentação nesta terça-feira do programa completo confirmou.

16 longas-metragens e seis curtas-metragens formam a lista de títulos e diretores latinos no Festival de Berlim que começa dia 6 com “The Grand Budapeste Hotel” (sem título em português), de Wes Anderson.

E haverá duas sessões do seminário “World Cinema Fund”, que apresentarão projetos relacionados com este programa de ajuda da Festival de Berlim para jovens cineastas, este ano focado em Argentina e México.

A relação de cineastas da América Latina tem o brasileiro Karim Aïnouz, com “Praia do Futuro”, uma história de amor homossexual que se passa entre Fortaleza e Berlim e que já foi elogiado por Kosslick.

Além do filme de Aïnouz, o Brasil tem dois títulos na seção Panorama -“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Homem das Multidões”, de Marcelo Gomes, e “Castanha”, de Davi Pretto, na Fórum.

A peruana Claudia Llosa – Urso de Ouro de 2009 – com “A Teta Assustada” competirá com seu último filme, “Aloft”, e dividirá uma das palestras no Festival de Berlim Talent.

Outra das lições desse campus para estudantes de cinema será do mexicano Diego Luna, que terá “César Chávez” exibido na sessão especial, sobre o ativista defensor dos camponeses imigrantes ilegais.

Os argentinos Celina Murga e Benjamin Naishtat concorrem com “A terceira margem” e “História do medo”, respectivamente, ambo produzidos com financiamento do World Cinema Fund.

Murga esteve já no Festival de Berlim em 2012, com a projeção de seu documentário “Escola Normal” e retorna agora com este longa, rodado em sua província natal de Entre Ríos.

Naishtat é um estreante em Berlim, com um filme que indaga o temor ao exterior, na perspectiva de um bairro privado.

Do México além de “César Chávez”, Alonso Ruíz Palacios exibirá “Güeros” na seção Panorama.

Cuba estará em competição com dois curtas-metragens – “Casona”, de Juliette Touin, e “Um paraíso”, de Jayisha Patel. O Peru, com “Só te posso mostrar a cor”, de Fernando Vílchez Rodríguez.

Completam a lista sete filmes na seção Generation, entre longas e curtas, vindos de Argentina, México, Porto Rico e, de novo Brasil.

O chileno Sebastián Lelio – cujo “Gloria” ganhou o Urso de Prata em 2013 de melhor interpretação feminina -está presente na relação, não como “visitante”, mas no programa de troca “Residency” enquanto trabalha em seu novo projeto, “Iguaçu”.

Nesse mesmo programa está o salvadorenho-mexicano José Luis Vale, que produz “Operation Baby”. EFE