Maria Rita se diz lisonjeada ao desfilar com “bambas” na Portela

  • Por Estadão Conteúdo
  • 17/02/2015 01h33
***EMBARGADA PARA INTERNET - OUT CAPA DIÁRIO SP***SÃO PAULO - SP - 15.02.2015 - CARNAVAL/SP: Desfile da escola de samba Vai-Vai, pelo grupo especial, no sambódromo do Anhembi. Maria Rita. Foto: Rivaldo Gomes/FolhapressMaria Rita na Vai Vai

A cantora Maria Rita se disse na madrugada desta terça-feira (17) lisonjeada por sair no mesmo carro dos bambas Paulinho da Viola e Monarco, o último da Portela. “Quando o Monarco te convida para uma coisa dessa, você vai. Estou levando como se fosse por que eu gravei música dele, porque se foi por causa do meu trabalho, eu sento e choro (de emoção). Gosto de ver desfile pela TV desde criança. O samba da Portela é muito redondo e fácil, quero muito ver na avenida”, disse a cantora, na concentração. Ao fim do desfile, ela declarou: “Não foi minha primeira vez em desfile, mas em um carro alto com Paulinho da Viola e Monarco, foi. Foi muito lindo”.

“A Portela é sempre a pioneira”, afirmou o vice-presidente da escola, Marcos Falcon, sobre as inovações trazidas pela azul e branco à avenida. A escola de Madureira começou sua passagem pela Sapucaí com um drone em formato de águia. Além disso, a Portela ainda contou com uma equipe de quatro paraquedistas que aterrissaram em plena avenida.

“Foi um desfile emocionante”, disse. Apesar disso, ele não acredita que as novidades serão o principal fator de um eventual título. “É um detalhe a mais.” “Portela precisa de coerência e de respeito. A Portela não vence há 45 anos, então é uma responsabilidade muito grande”, acrescentou o dirigente.

Sobre o carro abre-alas, que trouxe uma águia que representava o Cristo Redentor com 26 metros de altura e precisou ser dividido ao meio na dispersão para liberar a saída da escola, Falcon afirmou que tudo saiu conforme o previsto. “Não teve problema nenhum, tanto que terminamos nosso desfile faltando 3 ou 4 minutos”, disse. Durante a ação, faíscas saíram da parte inferior do carro e bombeiros acompanharam a operação. Houve ainda uma confusão entre dirigentes da escola e a imprensa. 

Rei de percussão da bateria da Portela, o músico Carlinhos Brown comemorou a apresentação da escola na avenida e exaltou o enredo escolhido, uma homenagem aos 450 anos do Rio. “A delícia. São 450 anos de uma cidade surreal”, disse o músico.