“A música sertaneja se cala hoje”, diz Edson sobre de Cristiano Araújo

  • Por Jovem Pan
  • 24/06/2015 17h34
Cristiano Araújo violão

Na madrugada desta quarta-feira (24), o cantor de sertanejo universitário Cristiano Araújo  morreu em um acidente de carro na BR-153, no km 614, entre Morrinhos e o trevo de Pontalina, em Goiás. A namorada do músico, que estava com ele no automóvel, faleceu no local do ocorrido. Desde que o acontecido foi divulgado para o público, celebridades de todo o Brasil têm mostrado sua solidariedade nas redes sociais e, para a Jovem Pan, alguns amigos de Cristiano falaram sobre a dor da perda: “a música sertaneja se cala hoje”, diz Edson, da dupla Edson e Hudson.

Depois de encerrar sua apresentação na cidade de Itumbiara, Araújo quis aproveitar a pequena pausa da tribulada agenda de shows para voltar para casa e ficar um tempo com a sua família, o que não teve oportunidade de fazer. Entretanto, Edson ainda disse que Cristiano não sempre estava com seu pai, João Reis: “o Cristiano era um cara diferente, um cara do bem, da família, que sempre respeitou seu pai e o pai dele andava grudado”, lembrou.

Também para a Jovem Pan, o cantor Julio, da dupla Jeann e Júlio, revelou que o mundo perdeu uma pessoa com uma personalidade diferenciada: “um menino fenomenal, aproveitando intensamente a conquista do sonho, mas sem perder a essência. Mesmo em casa, com o violão cantando as músicas novas, cantando com o João Reis e o pai. Sempre a alegria falando mais alto ali”, descreveu Julio. Sobre a hora em que soube da morte de seu amigo, o cantor conta que parou tudo o que estava fazendo: “eu fiquei sabendo um pouco tardiamente. Eu estou em Campo Grande, estava trabalhando no repertório do nosso disco novo e a hora que eu fiquei sabendo sumiu o chão”.

Quem também desabafou sobre a morte de Cristiano Araújo foi o cantor Munhoz, da dupla Munhoz e Mariano, que disse ter perdido um grande amigo, ainda que suas agendas fossem conflitantes. “Eu não sei se vou conseguir falar, é difícil. O Cristiano era um grande amigo nosso. A agenda dele e a nossa é  corrida mesmo, mas no caso dele ele estava voltando para casa. Eu acho que não.. É uma fatalidade, não tem nem o que dizer”, contou o cantor, claramente abalado pela notícia.

Sobre o amigo, Munhoz destacou a simplicidade no jovem cantor, que não fazia diferença com ninguém com quem conversava: “toda a vez que tinha show junto ele tinha o maior prazer, mandava mensagem ‘vamos armar um futebol’. Juntava a minha banda com a dele a todo mundo se divertia, ele falava com todo mundo da minha banda. Ele era um cara diferentão, muito simples, muito humilde”.

Edson ainda estacou que fatalidades são os ‘ossos do ofício’ na carreira musical: “a imprudência a gente comete mesmo, por saudades da família. Às vezes você tem um dia de day-off e pensa ‘eu estou tão perto da minha casa que eu quero ver meus pais’, então você acaba fazendo isso. Hoje, com a experiência que eu tenho, acabo dormindo mesmo no hotel, porque a rotina é pesada”, disse. “A nossa vida é uma vida de risco, que nós ficamos expostos em cima de um palco. Se tem uma pessoa que não gosta de você, pode dar um tiro, por exemplo. Então nossa vida é o contrário do que todo mundo pensa, continuou.