Anitta é convidada por senador para debater sobre criminalização do funk

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2017 13h24
Reprodução/ Instagram

O ex-jogador e atual senador Romário Faria (PPS-RJ) usou o seu Facebook para informar que realizará uma audiência para debater a criminalização do funk, Sugestão Legislativa levantada pelo microempresário Marcelo Alonso, que recebeu o apoio de mais de 20 mil pessoas. O carioca informou que irá convidar Anitta para discutir o tema, além de outras personalidades do estilo musical.

“Eu, como um carioca nato e um eterno funkeiro, sou totalmente contra essa proposta. Além de ser inconstitucional, por atentar contra a liberdade de expressão, o funk tira pessoas do desemprego, gera renda e movimenta a economia. Como bem disse a presidente da comissão, senadora Regina Sousa, o funk começou no Rio de Janeiro, mas ganhou o Brasil. Se tornando mais um ritmo musical que expressa a identidade de uma grande parcela da população”, disse Romário no texto.

Além da principal estrela do funk na atualidade, o “Baixinho” convocou Bochecha, Tati Quebra Barraco, Valesca Popozuda e outros nomes para comparecer no plenário.

“Para a audiência, vou convidar os artistas: Anitta, Mc Marcinho, Cidinho e Doca (compositores do Rap da Felicidade), Mc Koringa, MC Bob Rum (compositor do Rap do Silva), Valesca Popozuda, Bochecha, Tati Quebra Barraco”, revelou.

Para ter embasamento técnico na discussão, Romário chamou o doutor em Antropologia Social Hermano Vianna, que escreveu o livro “O mundo funk carioca”, a antropóloga Mylene Mizrahi, autora do livro “A estética funk carioca”, e a produtora de eventos Carol Sampaio. Alonso, autor da sugestão, também foi formalmente convidado pelo senador.

A proposta se encontra atualmente na Comissão de Direitos Humanos do Senado e precisa passar por lá para que se torne projeto de lei. No início do mês, Anitta se manifestou contrária ao que ele chamou de “discriminação”.

“Se o conteúdo das letras ou das festas [de funk] não agradam é porque cresceram vendo e vivendo aquilo que cantam. Deem acesso a outros assuntos e cantarão sobre eles. Traduzirão as músicas de outros idiomas pra proibir as que não tem mensagens que agradam aos cultos ou é só uma discriminação mais direcionada?”, escreveu.