“Me apaixono por almas, se é mulher ou homem não importa”, diz Luiza Possi

  • Por Jovem Pan
  • 11/03/2016 11h31
Rafael Souto / Jovem Pan<p>Cantora participou do programa nesta sexta-feira (11)</p>

Dona de uma voz doce e inconfundível, Luiza Possi está lançando seu novo EP “Sobre Amor e o Tempo”, que traz uma pegada diferente dos trabalhos anteriores e deixa claro a nova fase vivida por ela.

“Mudou a sonoridade, principalmente, porque eu queria ouvir o meu disco nas playlists que escuto no meu dia-a-dia. E foi tudo milimetricamente preparado, é um disco mais pop”, contou em entrevista ao Morning Show nesta sexta-feira (11).

Com um corpinho de dar inveja, há alguns anos atrás a cantora teve que mudar seus hábitos de alimentação e rotina, tanto para a saúde quanto para preservar a qualidade de sua voz.

“Trabalhar com voz é uma coisa de atleta, esse negócio de boemia a longo prazo não rola, meu instrumento não afino aqui fora, não dá para fumar, beber em excesso. Quando eu engordei, isso aproximou as pessoas de mim, porque viram além daquilo, viram meu trabalho. Tudo mudou desde que eu me conscientizei, e não é nem por estética, mas é porque ninguém me aguenta se eu não gastar energia, de não ter preguiça, de me forçar a não sucumbir e isso dá resultado, é simples”, explicou.

Sua primeira música de trabalho, “Insight”, com a participação de cinco drag queens conhecidas no país, além de inspiradora, fala sobre diversidade e automaticamente tornou-se uma causa.
“Quando uma pessoa levanta uma bandeira não é necessariamente porque aquilo acontece com ela, é porque a toca, porque eu não consigo conceber que em 2016 ainda exista preconceito. Eu lido com sexualidade de forma que me apaixono por almas, por olho, quando tem essa troca, se é mulher ou homem realmente não me importa”.

The Voice

Participando do reality musical auxiliando os jurados nas escolhas de seus candidatos, a cantora é uma das mais queridas pelo público e garante que ama o desafio.

“Como coach, como jurada ou como assistente, não importa, porque o papel me caiu bem, eu aprendi a dizer não de maneira agregadora. Na verdade a gente está ali para balizar, se a minha experiência de estrada, de palco e shows parasse só em mim, seria muito pouco, muito pequeno. Fico muito feliz em poder ajudar”, explicou.