Ministro da Cultura ataca Roger Waters: ‘fez campanha disfarçada de show’

  • Por Jovem Pan
  • 21/10/2018 13h39
Reprodução/TwitterArtista colocou Bolsonaro em lista de "neo-fascistas" em shows no Brasil

Sérgio Sá Leitão, ministro da Cultura, criticou o músico Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, por ter se posicionado contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) nas apresentações que fez recentemente pelo Brasil. De acordo com ele, o artista “recebeu R$ 90 milhões para fazer campanha eleitoral disfarçada de show”.

“Roger Waters recebeu cerca de R$ 90 milhões para fazer campanha eleitoral disfarçada de show ao longo do 2º turno. Na Folha, chamou Bolsonaro de ‘insano’ e ‘corrupto’. Sem provas, claro. Disse aos fãs que não voltará ao Brasil caso ele ganhe. Isso sim é caixa 2 e campanha ilegal”, escreveu em seu perfil do Twitter.

Criticado por internautas, seguiu defendendo seu posicionamento. “Claro que a opinião é livre. Mas também pode ser campanha eleitoral, se contínua e sistemática; e a favor de um e contra o outro. Houve Inclusive chantagem sobre os fãs: ‘Não voltarei se Bolsonaro vencer’. São oito shows com ‘ele não’, ‘Bolsonaro neofascista’ e ‘fui censurado'”, disse.

“A questão não é receber para fazer shows. É usar os shows e entrevistas no Brasil, pelos quais recebeu, para fazer campanha eleitoral direta, interferindo no processo. Os 8 shows acontecem justamente entre o 1º e o 2º turnos. Desde o primeiro ele embarcou no ‘Ele Não’ do Haddad”, completou.

“Teve Haddad 13 escrito no telão? Se tiver rolado isso, eu concordo com você. Fora isso, é um posicionamento típico do Roger, que sempre foi contra discursos iguais ao do Jair. Se ele não queria ter esse tipo de reação, que tivesse tido uma vida pública mais moderada”, respondeu um seguidor. “Fera, vocês não pode simplesmente aceitar que um artista estrangeiro decidiu dar sua opinião sobre um candidato no Brasil? Por que inventar teorias ridículas que mais depõem contra vocês? Não parece discordância, mas choro”, disse outro.