Na passarela do samba, Vai-Vai homenageará Elis Regina; saiba mais

  • Por Jovem Pan
  • 10/02/2015 19h34
Aqui em São Paulo

Há menos de uma semana para o início dos desfiles do Carnaval 2015, a Jovem Pan aproveitou para conversar com o carnavalesco Alexandre Louzada, que esse ano está assinando dois enredos. Aqui em São Paulo, a Vai-Vai , escola campeã de títulos do Carnaval vai desvendar alguns mistérios da cantora Elis Regina. No Rio de Janeiro, a Portela vai falar sobre a cidade maravilhosa.

Louzada contou aos ouvintes da Pan um pouquinho do que será apresentado na passarela do samba da capital paulista. Ele disse, que para essa festa procurou encontrar algo para representar a Elis. No caso, ele queria homenagear a sua voz. 

“Quando eu falo que é a “Fábula de uma voz” é um duplo sentido. Fábula no sentido de ser fabulosa e fábula no sentido de você dar vida a algo que pertenceu a ela e que era a forma dela expressar seus sentimentos, o seu dia-a-dia, o seu comportamento, enfim. Elis Regina através das músicas que cantou revelava um pouco dela para quem tivesse mais sensibilidade de entender os momentos que ela passava na sua vida”, explicou. 

Elis fez parte de momentos cruciais do nosso país, como a Ditadura, e foi se consagrando como cantora à medida que o tempo foi passando. De acordo com o carnavalesco, ela foi um ícone para toda a juventude, para uma geração e inspirou muitas cantoras. 

Para matar um pouquinho da curiosidade do público, ele antecipa que no segundo momento do desfile a Vai-Vai trará justamente esse despontar da Regina como grande estrela da nossa música.

” Toda trajetória da cantora a gente vai desenvolvendo à medida que os setores vão acontecendo. A gente mostra a Elis revelando a alma feminina, a alma da mulher sofrida, da mulher guerreira, da mulher que dá a volta por cima. Nós mostramos também a fase da Elis cantando músicas desse período obscuros da nossa história, que foram os anos de chumbo, e depois ela se encontrando com Deus”, conta. 

Para o carnavalesco, a cantora ainda vive no coração daqueles que viveram o tempo dela, daqueles que, até hoje, mesmo sem conhecê-la, cultuam a obra dela e a tem como inspiração.

“Ela [Elis] sempre quis sempre ser uma estrela, como Dalva de Oliveira, que era um ídolo para ela. Quem sabe agora ela não é uma estrela como sempre quis ser?”, finaliza. 

Para mais informações, ouça o áudio completo na reportagem.