“O Lobo de Wall Street” foi financiado com dinheiro roubado, diz polícia dos EUA

  • Por Jovem Pan
  • 21/07/2016 09h23
O Lobo de Wall Street é acusado de ser financiado com dinheiro roubado - Divulgação

“O Lobo de Wall Street” está sendo acusado de ter sido financiado com dinheiro roubado da Malásia. A polícia dos Estados Unidos entrou com uma ação no Departamento da Justiça americano afirmando que a produção do filme se beneficiou de um sistema de lavagam de dinheiro envolvendo o primeiro-ministro do país.

De acordo com os federais, cerca de US$1 bilhão foi roubado por associados da empresa 1Malaysia Development Berhad e destinado ao filme. O fundo havia sido criado pelo governo para “criar e promover desenvolvimento econômico” interno no país, mas “infelizmente um número de associados tratou o fundo como uma conta pessoal”, declarou a advogada Loretta Lynch.

“O Lobo de Wall Street” ficou em produção por 6 anos e só conseguiu aprovação para finalmente ser filmado pela companhia “Red Granite Pictures”, uma produtora de cinema pouco conhecida até então. De acordo com o The Wall Street Journal, ela foi a responsável por acarcar com os custos da filmagem.

O processo aberto nos EUA também identifica o banqueiro Low Taek Jho como uma das figuras principais no esquema, responsável por distribuir mais de US$10 milhões para o projeto. O dinheiro teria sido transferido primeiramente para um banco na Suiça e depois para diversos bancos nacionais em Los Angeles.

O processo indica que o valor de US$1 bilhão foi dividido em 17 transferências separadas, incluindo US$3,9 milhões para a companhia de Martin Scorsese – que dirigiu o filme – e US$2,5 milhões para o “Screen Actors Guild”.

De acordo com a coluna Page Six, do New York Times, o processo em andamento chama atenção para o crédito de agradecimento que aparece à Low Taek Jho ao fim do filme. Além disso, quando ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator pelo filme, Leonardo DiCaprio mencionou o nome de Riza Aziz, sobrinho do primeiro-ministro da Malásia.

A produtora “Red Granite Pictures” divulgou comunicado em que afirma que “desconhece que parte do dinheiro usado para financiar o filme tenha sido ilegal”. Martin Scorsese ainda não se pronunciou sobre a acusação.