Saiba quem foi a jurada mais rigorosa do carnaval de SP; ela deu as notas mais baixas de toda a apuração

  • Por Rafael Iglesias/Jovem Pan
  • 05/03/2019 19h31 - Atualizado em 06/03/2019 21h47
PAULO GUERETA/ESTADÃO CONTEÚDONo sambódromo, membros das escolas de samba rezavam por notas altas - ou por notas não tão baixas

As notas atribuídas por jurados às escolas de samba nem sempre agradam a torcida. Entretanto, neste ano, apenas seis notas ficaram abaixo de 9,8. Esse “fenômeno” aconteceu em três quesitos diferentes: enredo, comissão de frente e alegoria.

O julgador Alexandre Nunes não considerou que o enredo da Gaviões da Fiel não foi bem desenvolvido e atribuiu uma nota 9,7. Eduardo Obamoto deu 9,7 em comissão de frente para a Acadêmicos do Tucuruvi. A Tatuapé recebeu 9,7 de Sávio de Araújo em alegoria.

Mas nenhum deles foi mais rigoroso do que Bianka Cappucci, julgadora do quesito de alegoria, o último a ser apurado nesta terça-feira (5) no sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo. Ela deu apenas cinco notas 10.

Essa julgadora – que apagou seu perfil no Facebook – atribuiu as menores notas entre todas as divulgadas: 9,5 para a X-9 Paulistana, 9,6 para a Acadêmicos do Tucuruvi e 9,7 para a Gaviões da Fiel. Todas, claro, no quesito alegoria.

As sortudas, dentro do rigor de Bianka, foram Império de Casa Verde, Mancha Verde, Águia de Ouro, Dragões da Real e Mocidade Alegre. Três das beneficiadas com notas 10 terminaram a disputa entre as cinco melhores do carnaval.

Professora

Formada em desenho industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1995, Bianka Cappucci também teve dissertação de mestrado em design aprovada em 2000 pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

Atualmente, a jurada mais rigorosa do carnaval paulistano atua como professora universitária na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e na Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Ela já havia sido julgadora da folia momesca em 2017.