Atriz Olivia de Havilland, de ‘E O Vento Levou’, morre aos 104 anos

Ela era uma das últimas atrizes da chamada Era de Ouro do cinema hollywoodiano; eternizada no papel de Melanie, De Havilland ganhou dois prêmios Oscar ao longo da carreira

  • Por Jovem Pan
  • 26/07/2020 14h19 - Atualizado em 26/07/2020 14h51
Reprodução / Fox NewsOlivia de Havilland

A atriz Olivia de Havilland, de “E O Vento Levou”, morreu na noite deste sábado (25), segundo o site americano The Hollywood Reporter. Ela tinha 104 anos e morreu de causas naturais em sua casa em Paris, onde morou por mais de 60 anos. A informação foi confirmada ao site pela assessora da atriz, Lisa Goldberg.

De Havilland interpretou Melanie em “E O Vento Levou” e ficou conhecida internacionalmente pelo papel – ela era uma das últimas atrizes da chamada Era de Ouro do cinema hollywoodiano. De Havilland levou dois prêmios Oscar ao longo da carreira, pelos papéis em “Só Resta uma Lágrima” (1946) e “Tarde demais” (1949). A atriz fez mais de 60 filmes e, em 1965, se tornou a primeira mulher a comandar o júri do Festival de Cannes. Aos 87 anos, ela apresentou a cerimônia do Oscar em 2003. Em 2011, ela foi homenageada e aplaudida de pé pela plateia no César, considerado o Oscar francês.

Outro trabalho marcante da atriz foi em “A cova da serpente” (1948), um dos primeiros filmes de Hollywood a representar doenças mentais e que significou um dos grandes feitos de sua carreira. De Havilland também provocou uma reviravolta na indústria cinematográfica ao se tornar uma das primeiras atrizes a levar um estúdio, a Warner Bros, à justiça em 1943 para se livrar de aspectos abusivos no contrato. À época, em Hollywood reinava o chamado “star system”, no qual grandes estúdios poliam as estrelas controlando ao máximo aspectos da vida pessoal e profissional.

O processo prosperou e acabou beneficiando os companheiros de profissão com a possibilidade de os estúdios pausarem os contratos caso os artistas não trabalhassem e de alargarem as condições de exclusividade para além do tempo combinado. “Ninguém pensou que eu ganharia, mas depois chegaram flores, cartas e telegramas de meus companheiros atores. Foi maravilhosamente gratificante”, lembrou a atriz em uma entrevista concedida em 1992. Até os dias de hoje, o caso ficou conhecido como “lei de Havilland”. Embora tenha se mantido vinculada a Hollywood, a atriz vivia na França, país onde recebeu inúmeras condecorações.

*Com informações da EFE