Detetive do caso de ‘Making a Murderer’ processa Netflix por difamação

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2018 18h40
Reprodução/Netflix O detetive Andrew Colborn está processando a Netflix por "Making a Murderer"

O detetive Andrew Colborn, que atuou no caso em que Steven Avery foi condenado pela morte da fotógrafa Teresa Halbach, está processando a Netflix por difamação. A história da investigação e do julgamento é contada no documentário “Making a Murderer“, lançado pela plataforma em dezembro de 2015.

De acordo com o processo, registrado nesta segunda-feira (17), Colborn acusa o documentário de “falsamente levar os telespectadores a acreditarem na conclusão inescapável de que ele e outros plantaram evidências para incriminar Avery pelo assassinato de Halbach”. O documento ainda diz que as criadoras da série, Laura Ricciardi e Moira Demos, agiram com malícia para que a série fosse mais rentável e tivesse mais sucesso enquanto destruía a reputação do detetive.

O detetive ainda afirma que as cineastas “omitiram, destorceram e falsificaram” evidências do caso para mostrá-lo como um agente corrompido. Ele alega que os telespectadores não foram informados corretamente sobre o fato do DNA de Avery ter sido encontrado no carro de Halbach, sobre itens pessoais da vítima terem sido achados sob a posse do condenado e sobre Avery ter mudado as versões sobre suas interações com a fotógrafa no dia do crime.

“Making a Murderer” conta a história de Steven Avery, que foi preso por 18 anos por estupro, mas solto em 2003 após uma prova de DNA inocentá-lo. Depois, ele foi preso novamente, desta vez pela morte de Teresa Halbach, uma fotógrafa que havia ido a casa dele para fazer imagens de seu jardim. Por esse crime, Avery e seu sobrinho, Brendan Dassey, foram sentenciados à prisão perpétua. Entretanto, o documentário mostra que a decisão pode ter sido errada novamente.