Morre Joel Schumacher, diretor de filmes do ‘Batman’ nos anos 90

  • Por Jovem Pan
  • 23/06/2020 09h06
ReproduçãoDiretor emplacou diversos sucessos no cinema e morreu em tratamento contra câncer

O cineasta americano Joel Schumacher, diretor de filmes como “Batman Eternamente” (1995) e “Batman & Robin” (1997), morreu na segunda-feira (22), aos 80 anos. O portal Wrap, citando seu representante, disse que Schumacher sofria de câncer (sem especificar), enquanto a revista Variety detalhou que ele morreu em Nova York, nos Estados Unidos.

Nascido em 1939, Schumacher estudou design de interiores e, logo na faculdade, teve sucesso como decorador das vitrines da loja de acessórios Henri Bendel. Ele iniciou sua carreira em Hollywood como figurinista, trabalhando no filme “O Dorminhoco”, dirigido por Woody Allen, em 1973.

Aos poucos, ele foi colecionando sucessos, especialmente com filmes direcionados ao público jovem, como “O Primeiro Ano do Resto das Nossas Vidas” (1985), “Os Garotos Perdidos” (1987), clássico vampiresco teen com Corey Haim, Corey Feldman e Kiefer Sutherland, e “Linha Mortal”, de 1990, em que o diretor usou suas habilidades elegantes para trazer esse drama médico à vida de uma forma vibrante.

Nos anos 1990, Schumacher se tornou um dos diretores mais famosos de Hollywood, emendando uma série de sucessos de público (mas nem sempre de crítica), como “Um Dia de Fúria”, de 1993, “Batman Eternamente”, de 1995, “Tempo de Matar”, de 1996, “Batman & Robin”, de 1997, e “8 mm: Oito Milímetros”, de 1999.

Schumacher era gay assumido, mas não ativista. Deu uma entrevista que repercutiu muito, dizendo que não entendia essa nova geração de gays que sonha levar a vida a dois, como casais héteros. Contabilizava ter tido entre 20 mil e 30 mil parceiros sexuais ao longo da vida. No Brasil, riu muito ao declarar que tinha sido necessário alargar o uniforme de Batman para que se ajustasse ao ator Val Kilmer. Não adiantou. Kilmer declarou recentemente que desistiu do papel porque achava o uniforme muito desconfortável.

Schumacher não era o que se poderia chamar de grande diretor, mas conheceu grandes sucessos. Fez duas eficientes adaptações da obra do escritor de best-seller John Grisham, O Cliente e Tempo de Matar. Dirigiu a adaptação do cultuado musical O Fantasma da Ópera, dividindo a opinião dos fãs, alguns insatisfeitos com suas decisões consideradas românticas demais.

Seus créditos mais recentes incluíram “Tigerland – A Caminho da Guerra”, de 2000 – que contou com uma atuação estrelada por Colin Farrell -, “Por um Fio”, de 2002, e “Número 23”, de 2007.

*Com Estadão Conteúdo