Netflix é acusada de usar imagens de desastre real em ‘Bird Box’

  • Por Jovem Pan
  • 17/01/2019 15h30
Reprodução/Netflix"Bird Box" reproduz cenas de um desastre fatal no Canadá

Um novo dia, uma nova polêmica envolvendo “Bird Box“. Agora, a Netflix está sendo acusada de usar imagens de um desastre real, que inclusive deixou mortos, em uma das cenas do filme.

De acordo com a “CBC News”, do Canadá, “Bird Box” usa em uma de suas cenas imagens de um acidente ferroviário que aconteceu na cidade de Lac-Mégantic, no Canadá, em 2013. O acidente causou um incêndio que destruiu o centro da cidade e matou 47 pessoas.

A prefeita da cidade disse que percebeu que o filme usa imagens da tragédia em algumas cenas e afirmou que isso era uma falta de respeito com os cidadãos. “Já é difícil para nossos cidadãos ver essas imagens quando elas são usadas normalmente e respeitosamente no jornal. Imagine vê-las em um filme de ficção, como se elas tivessem sido inventadas”, afirmou Julie Morin à “CBC”.

As imagens em questão aparecem no começo do filme, quando a personagem de Sandra Bullock está assistindo a um jornal na TV que mostra uma reportagem sobre os suicídios em massa que estão acontecendo no mundo todo. A reportagem é ilustrada com imagens do incêndio no Canadá.

Além disso, a prefeita de Lac-Mégantic afirmou que também viu as imagens do incêndio em outra produção da Netflix, “Travellers”. A série gira em torno de pessoas que viajam no tempo e se transformam em pessoas que terão experiências de quase-morte.

Carrie Mudd, presidente da produtora de “Travellers”, admitiu o uso das imagens e se desculpou. “Nós não tivemos nenhuma intenção de desdenhar dos eventos que aconteceram em 2013. Já estamos trabalhando para mudar as imagens na série”, afirmou em comunicado oficial.

Segundo a “CBC”, a Netflix está analisando se “Bird Box” de fato usa imagens da tragédia canadense. Há algumas semanas, a empresa também foi criticada por supostamente ter usado em “Death Note” imagens de um acidente ferroviário que matou 19 pessoas na Bélgica em 2010.