Representação LGBTQ em séries americanas é a maior da história

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2018 16h48
ReproduçãoInterpretado por Ruby Rose, Batwoman será a primeira heroína homossexual da DC Comics

O GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) liberou o relatório anual sobre a representatividade LGBTQ na televisão, e o resultado é positivo. A participação deste público está mais forte e mais presente nas séries de 2018 e que a próxima temporada deverá incluir uma porcentagem recorde de personagens LGBTQ.

Dos 875 personagens que aparecerão nas séries em horário nobre nas cinco redes de transmissão dos Estados Unidos – CBS, NBC, FOX, ABC e The CW – 75 são LGBTQ (o equivalente a 8,8% – a maior porcentagem de personagens do universo que a pesquisa em seus 23 anos já viu).

A rede de transmissão CW, responsável pelas séries Arrowverse, The Vampire Diaries, The Originals, Legacies e Supernatural, tem o maior percentual de personagens LGBTQ nas séries (16%).

Supergirl, por exemplo, apresentará a primeira super-heroína trans na TV, Nia Nal, interpretada por Nicole Maines. O crossover de Arrow, The Flash e Supergirl trará a Batwoman, interpretada por Ruby Rose, primeira heroína homossexual da DC Comics.

A FX fez história com a série Pose que apresenta o maior número de regulares trans em uma série dos EUA roteirizada. A maioria, inclusive, são personagens transgêneros de cor.

O relatório ainda apontou que, pela primeira vez, os personagens LGBTQ não-brancos correspondem a 50% de todos os personagens do grupo. A representação negra cresceu 4% em relação ao ano passado (de 18% para 22%), a Latina e a asiática empataram com 8%. O GLAAD descobriu, ainda, que 19 personagens são descritos como “multirraciais”, enquanto oito são do Oriente Médio e um é de origem indígena.

Outro número positivo foi em relação ao público feminino e masculino. Ambos estão com uma porcentagem igual de personagens, uma melhora em relação ao ano passado que o número de personagens masculinos se sobressaiu os femininos ao londo do período.

O GLAAD aumentou as apostas para o próximo relatório, 2019-2020, e diz que não quer apenas ver mais personagens LGBTQ, mas sim representações sutis desses personagens para refletir a comunidade como ela realmente é.