Rodrigo Bocardi se defende após acusação de racismo: ‘Muito triste’

  • Por Jovem Pan
  • 07/02/2020 11h49
ReproduçãoApresentador da TV Globo se justificou após polêmica durante jornal ao vivo

Rodrigo Bocardi, apresentador do “Bom Dia São Paulo”, da TV Globo, se pronunciou no Twitter após ser acusado de racismo nesta sexta-feira (7).

Durante link ao vivo do repórter Tiago Scheuer, um passageiro da linha 3-Vermelha do metrô conversou com o âncora. Ao ver que o rapaz chamado Leonal usava uma camiseta do Clube Pinheiros, Bocardi perguntou se ele ia “pegar bolinha lá”.

“Scheuer, o Leonel vai pegar bolinha de tênis lá no Pinheiros?”, questionou Bocardi. O entrevistado respondeu que era atleta do clube, integrante do time de polo aquático.

“Aí sim, eu estava achando que era um dos meus parceiros ali que me ajudam nas partidas. Manda os parabéns para ele”, disse Bocardi.

Nas redes sociais, internautas viram como racista a fala do jornalista da Globo, já que sua primeira impressão do jovem foi de que ele era um pegador de bolas e não um esportista profissional.

Veja o momento:

Rodrigo Bocardi responde acusações

O jornalista da Globo usou as redes sociais para rebater as acusações, justificando que sua “origem humilde” não poderia fazer dele uma pessoa preconceituosa.

“Muito triste a acusação de preconceito. Eu pratico tênis no Clube Pinheiros. Os jogadores de tênis não usam uniformes, mas os pegadores/rebatedores, sim: uma camiseta igual a do Leonel, com quem tive o prazer de conversar hoje”, escreveu Bocardi no Twitter.

“Ao vê-lo com a camiseta que vejo sempre, todos os dias, pegadores/rebatedores de todas as cores de pele, pensei que fosse um deles. Não frequento outras áreas do clube onde outros esportes são praticados. E não sabia que a camiseta era parecida. Se soubesse, teria perguntado em qual área ou esporte trabalhava ou treinava”, completou.

“Nunca escondi minha origem humilde. Comecei a vida como garoto pobre, contínuo, andando mais de duas horas de ônibus todos os dias para ir e voltar do trabalho e escola. Alguém como eu não pode ter preconceito. Eu não tenho, nunca tive, nunca terei”, disse Bocardi, pedindo desculpas a Leonel e a quem se ofendeu com o que disse.

Leia na íntegra:

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Recuperei um trecho do #BDSP de uma outra sexta-feira, de um ano atrás, do dia 22/02/2019. E aproveito para fazer o esclarecimento abaixo: Muito triste a acusação de preconceito. Eu pratico tênis no Clube Pinheiros. Os jogadores de tênis não usam uniformes, mas os pegadores/rebatedores, sim: uma camiseta igual a do Leonel, com quem tive o prazer de conversar hoje. Ao vê-lo com a camiseta que vejo sempre, todos os dias, pegadores/rebatedores de todas as cores de pele, pensei que fosse um deles. Não frequento outras áreas do clube onde outros esportes são praticados. E não sabia que a camiseta era parecida. Se soubesse, teria perguntado em qual área ou esporte trabalhava ou treinava. Nunca escondi minha origem humilde. Comecei a vida como garoto pobre, contínuo, andando mais de duas horas de ônibus todos os dias para ir e voltar do trabalho e escola. Alguém como eu não pode ter preconceito. Eu não tenho, nunca tive, nunca terei. E condeno atitude assim todos os dias. Mas se ofendi pessoas que não conhecem esses meus argumentos e a minha história, peço desculpas. Não o chamei de pegador pela cor da pele ou pela presença num trem. Chamei-o por ver que vestia o uniforme que eu sempre vejo os pegadores usarem. Peço desculpas a todos e em especial ao Leonel. Obrigado.

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