Acusado no caso Fifa, presidente da Federação Guatemalteca está foragido

  • Por Agência EFE
  • 05/12/2015 15h18
Envolvido em corrupção na Fifa

Agentes fiscais realizaram sem sucesso neste sábado busca para capturarem o presidente suspenso da Federação de Futebol da Guatemala, Bryan Jiménez, envolvido em uma rede de corrupção na Fifa, segundo informações da porta-voz do Ministério Público do país, Julia Barrera.

Julia explicou que foram realizadas duas operações, a primeira em uma residência localizada no sul da Cidade da Guatemala e outra na colônia El Molino de las Flores, no município de Mixco. Como nenhuma delas obteve sucesso, novas buscas não estão descartadas, de acordo com ela.

A porta-voz revelou que desde esta sexta há uma ordem de prisão provisória contra Jiménez visando atender uma solicitação de extradição do governo dos Estados Unidos. Ontem, o Comitê Executivo da Federação suspendeu o dirigente também de maneira temporária, depois que ele foi acusado de envolvimento na rede de corrupção descoberta na Fifa.

Outro envolvido no escândalo é o secretário da Federação de Futebol da Guatemala e juiz suplente da Corte de Constitucionalidade, instância jurídica máxima do país, Héctor Trujillo, que foi detido nesta sexta nos EUA, assim como Rafael Salguero, ex-dirigente da Fifa. Jiménez, segundo a ordem de prisão, é acusado dos delitos de crimine organizado e lavagem de dinheiro.

De acordo com o relatório do Departamento de Justiça americano, em março de 2010, o presidente suspenso aceitou junto a Trujillo, secretário-geral, e Salguero, um dos três representantes da Concacaf no comitê Executivo da Fifa, uma propina de seis dígitos pelos contratos de televisão das partidas da Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Em fevereiro de 2014, Jiménez e Trujillo negociaram com a mesma empresa, a Media World, um novo acordo pelos direitos de televisão para a classificatória para o Mundial de 2022, pelo qual ambos receberiam um pagamento de US$ 200 mil. O presidente suspenso ainda teria outros US$ 200 mil adicionais, segundo investigação do Departamento de Justiça.

Esses pagamentos, assim como alguns outros, cujos valores exatos ainda não foram descobertos, eram feitos através de contas em outros países, embora depois chegassem à Guatemala.