Ademir vê caminho difícil, mas não se entrega. Ele “acredita” no Palmeiras

  • Por Jovem Pan
  • 01/03/2016 17h32
Instagram/Reprodução Ademir da Guia marca em segundo evento-teste da Allianz Parque

Ademir da Guia sofreu muito nos últimos anos.

Maior ídolo da história do Palmeiras, o ex-meia é o principal símbolo de dois times que se imortalizaram entre os melhores do futebol brasileiro. Elegante, técnico e dono de classe raras vezes vista em um jogador nacional, Ademir se tornou a personificação das eternas Academias do Palmeiras.

Por isso o sofrimento.

Duas vezes rebaixado e longe de brigar constantemente por grandes títulos nos últimos anos, o time alviverde se acostumou a passar por momentos um tanto quanto delicados desde 2002. A situação só começou a melhorar agora. Sob o comando do presidente Paulo Nobre e do diretor de futebol Alexandre Mattos, a equipe palestrina se acertou financeiramente, inaugurou novo estádio e voltou a figurar no topo do futebol nacional com a espetacular conquista da Copa do Brasil. 

Ainda claudicante, o Palmeiras não inspira confiança aos seus torcedores, é verdade. Mas o simples fato de não mais desesperá-los por ter nível de Série B já dá um alento ao palestrino mais fanático. É o caso de Ademir da Guia. O eterno camisa 10 verde e branco ainda vê o time distante de seus tempos gloriosos, mas não perde o otimismo. “O caminho é difícil. Hoje, a gente  que todas as equipes têm jogadores muito qualificados, até mesmo as do interior, no Campeonato Paulista… Mas eu acredito no Palmeiras”, afirmou, bastante convicto, em entrevista ao locutor Nilson César para o Plantão de Domingo, da Rádio Jovem Pan. 

Ademir também avaliou especificamente o time alviverde atual. Palmeiras hoje está priorizando a Libertadores em vez do Paulista, mas eu acredito que vai se classificar nas duas competições“, disse. “O torcedor tem o direito de aplaudir e vaiar a equipe quando quiser. O que está faltando são os resultados. Quando o Palmeiras começar a vencer com constância, os aplausos voltarão”, previu. 

Se tem uma coisa que o palmeirense não quer fazer é discordar de seu maior ídolo, não é mesmo? Então, resta esperar pela volta da regularidade…