Agora na Sauber, Nasr pede paciência e critica automobilismo brasileiro

  • Por Jovem Pan
  • 07/11/2014 11h27

Felipe Nasr assinou com a Sauber e será o segundo brasileiro na Fórmula 1 em 2015

Felipe Nasr

Felipe Nasr está realizando um sonho e será o segundo brasileiro na Fórmula 1 em 2015. O ex-piloto reserva da Williams assinou contrato de dois anos com a Sauber nesta semana e agora tentará representar bem o Brasil na principal categoria do automobilismo mundial.

Ciente da pressão que terá que enfrentar, sobretudo de parte da torcida, Nasr pediu um voto de confiança.

“Não só agora, mas todos os anos, o brasileiro sempre teve vontade de ter um bom representante na Fórmula 1. A minha mensagem para todos é que eu estou chegando agora, é uma equipe, tecnicamente falando, que você não pode esperar que seja uma equipe vencedora no ano que vem”, disse. “Agora que tive a oportunidade, eu quero fazer o meu trabalho bem. Tenho muita coisa para aprender na Fórmula 1, eu não conheço todos os circuitos, é uma equipe nova para mim, tem muito a parte da adaptação, mas é um desafio, eu aceitei e me sinto preparado para isso. Quero, em breve, ter bons resultados em minha carreira na Fórmula 1, pensando a longo prazo, e espero representar o Brasil muito bem”, prosseguiu.

Ao ser questionado sobre as dificuldades financeiras das equipes menores do grid, Nasr não se mostrou muito preocupado, pois ele acredita que a organização da Fórmula 1 vai tomar providências para manter esses times em atividade. Além disso, o brasileiro exaltou o histórico da Sauber em termos de formação de pilotos.

“Foi um ano difícil não só para a Sauber. O regulamento novo, teve investimento grande, então equipes sofreram para manter esse investimento, para desenvolver o carro em si, e, claro, foi um ano difícil. Mas eu acredito que a Fórmula 1 está preocupada com essas equipes, acho que alguma posição vai ser tomada para ajudá-las e isso acaba me confortando. E, claro, eu não entraria em uma equipe sabendo da condição (ruim), então tenho total confiança. A Sauber tem um histórico legal, o próprio Felipe (Massa) começou pela Sauber, o Raikkonen, então é uma equipe que te dá a oportunidade de crescer”, pontuou.

O piloto frisou que a chance de ser integrante da Sauber é devido a sua carreira e não por motivos financeiros. “Não é de agora que a equipe está interessada, não é porque eu tenho bons patrocínios, é total pelos meus resultados, e que bom que tenho pessoas que acreditam no meu valor. Tenho certeza que não é somente um sonho meu”, falou.

Para Felipe Nasr, a experiência como piloto reserva na Williams foi extremamente valiosa. “Era tudo que eu precisava, como piloto, como pessoa, aprender internamente como a equipe trabalha, com engenheiros, e entender a parte técnica, como funciona o final de semana, e foi essencial para eu me sentir preparado”, admitiu.

Por fim, o mais novo integrante da Fórmula 1 aproveitou para criticar a estrutura dos esportes a motor no Brasil.

“Eu saí do Brasil com 16 anos justamente porque o automobilismo brasileiro, no sentido de Fórmula 1, de você ter as categorias de base, não tinha uma formação legal. Eu optei por outro caminho, infelizmente, e pude construir a minha carreira e seguir o sonho de chegar à F-1”, finalizou.