Aidar comenta reunião com Del Nero e comemora maior autonomia dos clubes

  • Por Jovem Pan
  • 09/06/2015 12h09
Presidente do São Paulo

Em crise após escândalo de corrupção que levou o ex-presidente José Maria Marin à prisão, a CBF convocou os principais clubes brasileiroscom objetivo de não perder apoio. Após a reunião que aconteceu no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (8), o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, conversou com exclusividade com Wanderley Nogueira, da rádio Jovem Pan e comentou o encontro. Segundo Aidar, os clubes saíram com a garantia de maior autonomia, fato que adia, pelo menos por enquanto, a criação de uma liga.

“Conversou-se sobre ampliar o poder dos clubes para que tenham voz mais ativa, e conseguimos um compromisso do presidente Del Nero de colocar na próxima quinta-feira (11), na assembleia geral da CBF com as federações, uma alteração parcial do estatuto da CBF onde os conselhos técnicos não podem mais ter suas decisões vetadas. Retiraria o poder de veto da CBF sobre o conselho técnico”, disse o mandatário são- paulino. “Isso é importante porque atribui aos clubes a organização do campeonato, a forma de disputa, toda a parte operacional dos campeonatos de elite”, completou.

Aidar destacou que alcançar autonomia é um grande sonho dos clubes e que, se concretizando a medida, a criação de uma liga independente fica mais distante: “isso pra nós foi uma grande conquista, a não ser que as federações não aprovem isso. Se elas não aprovarem, a liga vira na sequência. Se aprovar, eu acho que a liga vai fiar para um momento futuro, mais oportuno”, explicou.

Aprovada a mudança no estatuto da CBF, os clubes terão o poder de montar as competições nacionais de acordo com o que acharem melhor, desse modo, a Confederação será obrigada a aplicar o que for decidido pelas agremiações, fato comemorado por Aidar.

“O grande desejo dos clubes é ter voz ativa, coisa que não existe. Embora a CBF na gestão Del Nero e Marin tenha sido uma entidade aberta, diferente dos anos de Ricardo Teixeira, na verdade essa abertura não era suficiente porque não trazia aos clubes a condição de participar das decisões”, comentou o presidente.

Aidar comentou ainda a postura do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero que, sob investigação, se mostra disposto a colaborar com a justiça: “o presidente Marco Polo mostrou as iniciativas que já tomou na defesa do futebol brasileiro e da própria entidade. Disse que se anteciparia a qualquer investigação, se ofereceria para depor e está indo para Brasília fazer isso. Mandou todos os contratos suspeitos para o Ministério Público, para a Polícia Federal, Ministério da Justiça e hoje está levando os mesmo contratos para a Comissão de Esportes”, disse.