Aidar faz duras críticas a antecessor e diz: “São Paulo parou no tempo”

  • Por Jovem Pan
  • 10/09/2014 09h52

O novo presidente do São Paulo Jovem Pan Carlos Miguel Aidar participa do Jornal da Manhã

Tido como um dos clubes com melhor administração dos últimos anos no Brasil, o São Paulo vive situação financeira complicada. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o presidente Carlos Miguel Aidar fez duras críticas à gestão anterior de Juvenal Juvêncio, revelou ter cortado benefícios de diretores no clube e garantiu estar tentando controlar a dívida do Tricolor. Além disso, Aidar negou ter atrasado salários dos atletas, mas admitiu que os prêmios chegaram a não serem pagos na data. 

Aidar revelou que a preocupação com a situação administrativa do clube já vinha antes de assumir a presdiência. “Quando era candidato, via o estilo com o qual o São Paulo era gerido. Me levava a uma preocupação: de gestão centralizada, não participativa, sem modelos de mecanismo de controle. Pedi o organograma de controle, não tem. Me deixou bastante aflito”, disse. 

Ainda na entrevista ao diário paulista, Aidar classificou a forma de gerir de Juvenal como “ultrapassada” e revelou várias medidas para contornar a má situação financeira. “Encontrei o São Paulo muito pior do que eu imaginava, acostumado a benesses, com pessoas acostumadas a vantagens. Era comum ver diretor andando pelo clube com pacote de ingressos na mão para show, jogo, distribuindo para sócio. O São Paulo parou no tempo”, criticou. 

Segundo ele, as vendas de jovens jogadores tem ajudado o clube a administrar suas finanças. “Peguei o São Paulo com 109 milhões de reais em dívidas bancária. Em julho, tenho 131 milhões de dívidas. Aumentei 22 milhões da dívida com a contratação do Kardec e impostos sobre ela. Vou compensar agora, vou receber 5,4 milhões de euros pelas vendas de Dougas e Lucas Evangelista”. 

Aidar conta que realizou vendas de carros e algumas demissões no clube. Além disso, o atual presidente criticou as categorias de base do Tricolor.  “O São Paulo é um clube viável? É. Mas gastou mais do que podia. Estou fazendo milagre. Pago 2,3 milhões por mês de juros bancários. Não é fácil gerir o São Paulo de hoje”, garantiu.

Apesar de toda a situação financeira conturbada, Aidar garantiu que a reforma no Morumbi, sonho de sua gestão, sairá do papel.