Aidar revela que convidará torcedores ilustres para ajudar São Paulo

  • Por Lancepress
  • 27/07/2015 15h35
Carlos Miguel Aidar participa do Jornal de Esportes

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, acenou que recorrerá a torcedores ilustres para tentar equacionar os problemas financeiros do clube. Em entrevista ao “Estado de São Paulo”, o dirigente revelou que, em dois meses, deve anunciar a criação de um Fundo de Investimento de Direito Creditório (FIDC), com o objetivo de captar R$ 100 milhões através dos famosos são-paulinos.

“Quem são eles? Já tenho nomes elencados para convidar. Vinícius Pinotti, Abílio Diniz, Roberto Justus, Benjamin Steinbruch, Felipe Massa, Rodrigo Faro, Henri Castelli, Zezé di Camargo, Ives Gandra… A intenção é convidá-los a investir. O investimento mínimo é R$ 1 milhão”, explicou.

Aidar detalhou o que pretende fazer caso obtenha a quantia. “Quando pegar esse dinheiro, vou ao banco e liquido toda a dívida bancária, adiro à MP do Profut, jogo a dívida fiscal e tributária, com a Timemania, de R$ 50 milhões, que eu herdei. Ainda tenho 190 meses para pagar isso, mas se jogar no Profut, passo a ter 240 meses e a prestação diminui”, disse o dirigente.

O mandatário afirmou que deve envolver a venda de jogadores na remuneração dos investidores. “Vamos pensar que temos um jogador jovem e bom, fixado com a multa rescisória de R$ 20 milhões para o Brasil e 30 milhões de euros para o exterior. O comitê de investimentos senta com o São Paulo, chega a um acordo sobre o valor e ele entra no fundo para dar lastro ao investidor pelo valor que o comitê e o clube acordarem. E fica lá. O dia em que o jogador for vendido, entra o dinheiro da venda dele, você remunera o investidor”, afirmou.

Aidar mostrou otimismo em quando conseguirá quitar a dívida são-paulina. E teceu elogios ao modelo do FIDC. “Até o final do ano toda a dívida deve estar refinanciada e equacionada. Agora, para tirar a dívida da frente é difícil fazer uma projeção. O FIDC está com um modelo muito bem montado, só está com o custo um pouco alto, é um fundo de cinco anos renovável por mais cinco. Então eu acho que em cinco anos eu tiro a dívida da frente do São Paulo. É o tempo que me sobra de mandato. São dois neste atual e outros três da reeleição. Sou candidato à reeleição daqui dois anos e todo mundo aqui dentro já sabe disso”, finalizou.