Aidar se diz arrependido de renúncia e critica Ceni: “marginaliza as lideranças”

  • Por Jovem Pan
  • 13/12/2015 13h49
SÃO PAULO,SP,08.10.2015:SÃO-PAULO-TREINO - O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar durante treino no CT da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo (SP), nesta quinta-feira (8). A equipe se prepara para enfrentar o Fluminense em partida válida pelo Campeonato Brasileiro 2015. (Foto: André Lucas Almeida/Futura Press/Folhapress)Depois de desfazer toda a diretoria do São Paulo

Carlos Miguel Aidar renunciou à presidência do São Paulo em outubro por conta de denúncias de corrupção. Agora, dois meses depois, o ex-mandatário voltou com tudo. Em entrevista ao jornal Diário de S. Paulo, o antecessor de Leco não poupou críticas a figuras como Rogério Ceni e o técnico Juan Carlos Osorio, o qual chamou de “marqueteiro danado”.

“(Osorio) Não repetiu o time uma vez em 22 partidas. Isso não é coisa de treinador, mas de alguém achando que o São Paulo é laboratório. Eu sabia que ele fazia rodízio, mas não sabia que punha goleiro de centroavante, lateral no meio-campo. Se soubesse, não o traria. Só me arrependo de não ter mandado a mensagem no celular dele antes. Fui eu quem mandou ele parar de rodízio para definir logo o time”, disse Aidar, referindo-se a um episódio que fez com que o colombiano pedisse demissão.

Nem mesmo Rogério Ceni, ídolo do Tricolor que se aposentou na sexta-feira, escapou da mira do ex-presidente. “Eu achava que estava na hora de abrir espaço para outro goleiro no ano passado, mas houve uma baita pressão e ele ficou até agora”, afirmou o cartola. “O Rogério Ceni não deixava surgirem novas lideranças. Um exemplo era o Dória, que batia de frente com ele. O Rogério também não gosta do Pato pelo fato de ele ganhar muito. O Rogério marginaliza essas lideranças”, continuou.

O auxiliar (e treinador interino ao fim da temporada) Milton Cruz também foi criticado, desta vez por ter contratado o zagueiro Luiz Eduardo. “Quem descobriu com olhos clínicos foi o Milton Cruz. E quem fez o agenciamento? O filho do Milton. Eu deveria ter mandado embora o Milton, o Ataíde e mais um monte de gente do futebol no começo do ano”, disparou.

Além disso, Aidar se disse arrependido de ter renunciado ao cargo. “Para falar a verdade, eu não devia ter renunciado. Me arrependo disso. E só fiz porque várias pessoas próximas sugeriram. Minha renúncia pode parecer a alguns que foi um ‘quem cala consente’. Devia ter ficado, nomeado a diretoria com gente da oposição e me licenciado. Deixaria os caras investigando tudo e, de achassem um fio, eu renunciaria. Se não, voltaria soberano”, disse.