Alonso, sobre contrato: “meu futuro é segunda, terceira ou quarta prioridade”

  • Por Agencia EFE
  • 06/11/2014 15h18
Fernando Alonso disse que seu futuro não é a prioridade no momento

O espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, evitou novamente comentar sobre seu futuro para a próxima temporada e afirmou nesta quinta-feira que não tratará a situação como prioridade enquanto a escuderia italiana estiver na disputa do mundial de construtores.

“O que tiver a ver com meu futuro é uma segunda, terceira ou quarta prioridade na minha cabeça”, declarou o piloto em entrevista coletiva concedida no autódromo de Interlagos, onde no domingo será disputado o Grande Prêmio do Brasil, penúltima corrida da temporada.

Apesar do forte boato sobre seu quase acerto com a McLaren, que segundo a imprensa alemã deu um ultimato ao espanhol para aceitar a oferta antes do GP de Abu Dhabi, Alonso ironizou e evitou dar detalhes sobre o assunto.

“A imprensa está especulando há três ou quatro meses, na semana passada eu estava na Lotus e ia comprar a Marussia. Como sempre, a prioridade é a pista e temos um Grande Prêmio com muito interesse pelo Mundial de Construtores, onde há uma bela disputa”, disse o piloto de 33 anos.

Sem falar sobre as negociações, Alonso disse que está “convencido” que o próximo ano “será melhor”, diferente de 2014, que “foi complicado”, e pediu aos fãs que “não se preocupem, que tudo vai dar certo”.

No entanto, o piloto afirmou que independente de seu otimismo para 2015, isso não garante que vá subir ao pódio sempre, pois reconhece “as dificuldades”.

Para esse objetivo, segundo ele, será preciso “ver qual é a melhor opção, renovar com a Ferrari a longo prazo, algo já falado durante todo o ano” ou aceitar uma das ofertas de “outras equipes”, que sempre teve “nos últimos anos”.

Alonso lamentou também a situação crítica, do ponto de vista financeiro, pela qual passam algumas escuderias da Fórmula 1, como a Caterham e a Marussia, que se retiraram antes do final da temporada por “um problema do sistema” e não por serem equipes pequenas que “lutam para sobreviver”.

“Há momentos melhores e difíceis em todos os esportes. Essas não são semanas boas com os problemas que temos em duas equipes. Tomara que isso sirva para que todos, principalmente os responsáveis pela setor econômico, possamos melhorar o que se está fazendo errado, porque há problemas”, especificou.

O espanhol nunca ganhou o Grande Prêmio do Brasil, apesar de se consagrar campeão no circuito paulista nas temporadas de 2005 e 2006 e ser a corrida sul-americana na qual mais acumula pódios, com cinco terceiros lugares e três em segundo.