André Sá celebra parceria com lenda de 43 anos: “parece o Homem-Aranha”

  • Por Jovem Pan
  • 09/11/2016 16h58
Divulgação André Sá - Divulgação

Atual 52º colocado do ranking de duplas, André Sá fechou nova parceria para a temporada 2017. O tenista brasileiro anunciou que vai jogar ao lado do experiente Leander Paes. Indiano, Paes tem 43 anos e é uma das maiores lendas da história do tênis – ex-número 1 do mundo, já faturou 55 títulos, sendo oito deles de Grand Slam e 13 de nível Masters 1000. 

André Sá concedeu entrevista exclusiva ao repórter Fredy Junior, da Rádio Jovem Pan, nesta quarta-feira. Nela, celebrou a novidade e rasgou elogios ao novo companheiro de time – que, atualmente, ocupa a 57ª posição no ranking de duplas. De acordo com Sá, foi o próprio Paes quem propôs a parceria. 

“Ele me ligou na sexta de noite e falou sobre a possibilidade de fazermos essa parceria em 2017. Conversamos, discutimos calendário e deu certo. É uma oportunidade incrível para mim, porque ele é um cara experiente, já foi número um do mundo e ganhou vários títulos de Grand Slam. Com certeza, tem várias coisas para acrescentar no meu jogo”, afirmou Sá.

A dupla vai estrear no ATP 250 de Chennai, na Índia, em janeiro. Na sequência, jogará o ATP de Auckland, na Nova Zelândia, e o Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada. Até o ano virar, Sá vai se preparar para atuar ao lado de um parceiro completamente diferente do anterior, o australiano Chris Guccione. 

“O estilo da dupla muda totalmente. O Guccione é canhoto e um grande sacador. Nós ganhávamos os nossos games de serviço com muita facilidade. Mas ele tinha dificuldade para se movimentar e não se mexia muito bem na rede. Já o Leander Paes é o oposto. Não tem um saque muito potente, mas lá na rede… Ele é uma águia. Está em todo lugar. Parece o Homem-Aranha, porque é impressionante”, brincou. 

Sá, que também é um excelente voleador, acredita que a junção com Paes dará certo. “Jogo de duplas é muito rápido. São um, dois toques na bola… Então, é importante dominar a rede e saber cobrir os buracos da quadra. É isso o que a gente vai tentar fazer. Os adversários é que vão ter que descobrir as maneiras de passar pela gente”, encerrou, mais otimista do que nunca.