Andrés defende Mano e rejeita possível retorno ao futebol do Corinthians

  • Por Jovem Pan
  • 05/12/2014 09h09
BRASÍLIA, DF, 26.09.2013: ALDO REBELO/CLUBES/DF – Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians - O ministro dos Esporte, Aldo Rebelo realiza reunião com representantes de clubes, de arenas e da CBF para encontrar uma solução para os altos preços dos ingressos nos novos estádios construídos para a Copa do Mundo, nesta quinta-feira (26), no Ministério do Esporte, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira /Folhapress) Pedro Ladeira /Folhapress Andrés Sanchez

O ex-presidente corintiano Andres Sanchez esteve no clube, nesta quinta-feira (04), para inaugurar uma campanha de doação de sangue do alvinegro paulista. Em entrevista coletiva, o agora Deputado Federal eleito disse não ter como meta voltar a atuar no futebol, mesmo que Roberto Andrade, candidato que tem seu apoio, se eleja como novo presidente do clube em fevereiro de 2015. Apesar disso, o ex-mandatário não fechou as portas para uma eventual ajuda a instituição e voltou a justificar a demora pelo “naming rights” da Arena corintiana. 

Tido como um dos principais responsáveis pela era gloriosa que o Corinthians teve entre 2011 e 2013, Andrés Sanchez ainda é figura muito presente nos bastidores do clube. O ex-presidente apoia o candidato da situação Roberto Andrade para ser o substituto de Mario Gobbi. Apesar disso, ele diz não pensar em voltar a atuar ativamente no futebol do clube paulista. “Futebol no dia-a-dia já é díficil, ainda mais por telefone (Sanchez trabalhará em Brasília, agora em seu novo cargo político), ainda mais por telefone. Realmente, o Roberto falou comigo isso (proposta de voltar ao clube), mas não tenho como meta. É como eu sempre digo, se o clube precisar de mim, eu vou estar à disposição. Vamos esperar o que vai acontecer em fevereiro”, disse. 

Mesmo fora da atuação política do clube, a opinião de Andrés segue influente no Corinthians. Questionado sobre a atual situação de indefinição na comissão técnica do alvinegro, ele não hesitou em discordar de seu sucessor. “Se eu fosse presidente, teria renovado (com Mano Menezes) há tempos. Não gosto de tirar treinador. Teria ficado com ele três meses atrás. O Mano não só fez um bom trabalho na primeira passagem, mas também foi bem em um ano difícil como esse. Para mim, o trabalho dele foi muito bom”. Com o treinador gaúcho, o Timão conseguiu vaga na Libertadores 2015 via Campeonato Brasileiro. 

Contudo, o ex-presidente fez questão de ressaltar que não é crítico da gestão que está se encerrando no próximo mês de fevereiro. “O Mario Gobbi é um cara democrático, entendeu que precisa ouvir os candidatos, como faria. É opção dele. Tenho certeza que não faltou peito. É a maneira dele administrar, cada um tem seu jeito”, declarou.  

A última missão que ficou a cargo de Andrés ainda não foi resolvida. O famigerado “naming rights” da nova casa corintiana ainda não saiu e o ex-presidente justificou essa indefinição. “Os naming rights estão complicados. Estamos mais de dois anos atrasados por vários motivos. Não é sobre o valor e sim se vão falar o nome do estádio, além disso a economia mundial está com dificuldade, tudo isso de Arena é uma coisa muito nova no Brasil. Espero fechar isso o mais rápido possível”, finalizou.