Andrés Sanchez fala em ‘hipocrisia’ em uso de nome no estádio e critica reeleição

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2014 11h23

O ex-presidente do Corinthians e responsável pela Arena CorinthiansAndrés Sanchez participa do Jornal da Manhã

Em participação especial no Jornal da Manhã desta sexta-feira (9), o ex-presidente do Corinthians e responsável pelas obras da Arena Corinthians, Andrés Sanchez, falou sobre o estádio e comentou outros assuntos sobre o Brasil.

Andrés abriu sua participação fazendo uma crítica ao fato de o nome ‘Arena Corinthians’ não poder ser utilizado em placas, por exemplo.

“São as hipocrisias que existem neste país. Você pode por um monte de coisa e, infelizmente, nas placas de sinalizações que saem do centro ou de qualquer lugar de São Paulo, por conta da Cidade Limpa, você não pode colocar Arena Corinthians ou Arena Palmeiras ou qualquer coisa. É por causa da publicidade. Mas o Corinthians é um time centenário, já faz parte da cidade, não está vendendo a propaganda, o nome Corinthians”, disse. “Se você vender o nome do estádio para uma empresa grande, eu até entendo, mas o Corinthians é um clube centenário. Vai ter problema para por nome no estádio, na placa do estádio”, prosseguiu.

O ex-presidente do Corinthians falou sobre o novo estádio do clube e garantiu que a arena está quase concluída na totalidade.

“A Arena do Corinthians está 99,9% pronta. O que está faltando são as (arquibancadas) provisórias, que começaram por licitação do governo, tudo que está financiando, teve que atrasar um pouco. Semana que vem inaugura 100% das obras viárias”, destacou.“O financiamento da Caixa já foi 95% liberado, falta R$ 20 milhões, pois tem que ter a autorização do bombeiro e o alvará da prefeitura, que saiu essa semana, e aí está resolvido o problema”.

Andrés também comentou sobre a demissão do técnico Gilson Kleina, que foi mandado embora pelo rival Palmeiras. E, segundo Sanchez, Paulo Nobre, presidente do alviverde de Palestra Itália, não agiu certo.

“Mandar o treinador embora é um problema, não é a solução. Acho que o Paulo Nobre deu uma bola dentro ao não pagar o salário que o Alan Kardec queria, pois realmente a gente tem que rever os salários dos atletas, e deu uma bola fora ao mandar o técnico embora em pleno campeonato. Não estou lá no dia a dia e acho que foi pelo resultado dos últimos três jogos. Se for por isso, foi um absurdo e acho que eles vão pagar muito caro por demitir o treinador”, opinou.

Por fim, ao comentar sobre reeleições em geral, Andrés Sanchez se disse completamente contra qualquer tipo de sequência de mandatos.

“Eu acredito que reeleição em qualquer setor, político, esportivo, de associação, de qualquer coisa. Isso é o mal do país. Você pode fazer um mandato de seis, oito, dez, 20 anos, mas sem reeleição. Tanto para presidente quanto para senador, para deputado, governador, presidente de confederações, enfim”, frisou. “A presidente está há três anos e pouco no mandato, mas faz um ano que ela tem que trabalhar mais pela reeleição do que pelo país. É melhor fazer mandato maior e não ter reeleição. A reeleição é um mal porque todo mundo negocia, todo mundo quer cargo, as composições são terríveis e isso atrasa o país”, finalizou.