Árbitro é denunciado no TJD-PR e pode ser suspenso por não autorizar Atletiba

  • Por Estadão Conteúdo
  • 02/03/2017 15h44

Atletiba havia sido adiado por conta da falta de credenciamento dos profissionais de TV presentes na Arena

Atletiba havia sido adiado por conta da falta de credenciamento dos profissionais de TV presentes na Arena

O “Atletiba do Youtube” foi realizado na quarta-feira à noite, na Arena da Baixada, com vitória do Atlético Paranaense sobre o Coritiba por 2 a 0, mas a polêmica continua nos tribunais. Nesta quinta-feira, o auditor Rodrigo Fedatto apresentou denúncia ao Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol (TJD-PR) contra o quarteto de arbitragem do jogo cancelado e a própria federação. O julgamento vai acontecer na próxima segunda-feira.

Para Fedatto, a entidade cometeu infração ao “não permitir o início da partida sem a retirada dos jornalistas não credenciados”. O auditor se baseia em parágrafo da Lei Pelé que diz que “os profissionais credenciados pelas Associações de Cronistas Esportivos quando em serviço têm acesso a praças, estádios e ginásios desportivos em todo o território nacional, obrigando-se a ocupar locais a eles reservados pelas respectivas entidades de administração do desporto”.

No dia 19 de fevereiro, o Atletiba não aconteceu porque a FPF não permitiu a presença no gramado dos profissionais que trabalhariam na transmissão do jogo no Youtube, alegando que eles não haviam se credenciado a tempo. Os clubes, que haviam combinado a transmissão, se recusaram a jogar. Agora, a multa à FPF pode passar de R$ 200 mil.

Na denúncia apresentada pelo auditor, Paulo Roberto Alves Júnior, árbitro principal da partida, é apontado como “responsável pelo indevido cancelamento da partida”. Para Fedatto, ele “se omitiu e deixou de tomar as providências que estavam ao seu alcance para que a partida fosse realizada”.

A mesma denúncia recai sobre Weber Felipe Lima, Júlio César de Souza e Rafael Traci, que também compunham o quarteto de arbitragem. Eles podem ser suspensos por até 180 dias, além de receberem multa de até R$ 100 mil. 

Os clubes não aparecem como denunciados, apenas uma série de cartolas, incluindo o presidente do Atlético-PR, Luiz Emed, mas somente porque eles entraram no campo de jogo sem autorização.