Ary Graça defende uso de tecnologia para seguir tornando o vôlei global

  • Por EFE
  • 13/10/2014 12h34
Brasil bate Canadá pelo Mundial de vôlei feminino

O presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), Ary Graça, defendeu em entrevista exclusiva à Agência EFE, a aposta pela tecnologia e a inovação do esporte, em busca de torná-lo “global e reconhecido em todo o mundo”.

“Nossa obrigação é oferecer espetáculo e, sobretudo, respeitar o torcedor. Hoje o vôlei é um esporte completamente diferente de 30 anos atrás, pela rapidez do jogo. Por isso, devemos nos apoiar na melhor tecnologia”, afirmou o dirigente.

Ary Graça considera imprescindível a utilização de fatores como a revisão de jogadas, já que isso “oferece ajuda ao árbitro quando humanamente é impossível ver se a bola bateu dentro ou fora”.

“Se um time investe quatro ou cinco milhões de dólares, é inadmissível que perca um campeonato mundial ou olímpico por um erro do árbitro. É por isso que investimos e seguiremos investindo em tecnologia”, completou o ex-presidente da CBV.

Em direção a um esporte mais moderno, a FIVB apresentou em Milão, sede da final do Campeonato Mundial feminino de vôlei, uma rede digital, que terá função informativa e também será utilizada para exibição de anúncios publicitários.

O equipamento exibirá nos pedidos de tempo e intervalo, o nome das equipes e seus integrantes, o placar e pontos mais importantes do jogo, como, por exemplo, os que definam a conquista de um set ou do próprio jogo.

À pedido da reportagem da EFE, Ary Graça fez um balanço do Mundial feminino, e destacou o fato de seleções de quatro continentes terem chegado às semifinais.

“A final foi entre Estados Unidos e China. O Brasil disputou com a Itália a medalha de bronze. Isso significa que estiveram representados Ásia, Europa, América Latina e América do Norte. Esse é o objetivo do meu programa: estar presente no mundo todo”, avaliou.