Assessor da presidência tricolor ataca oposição: “momento triste na história”

  • Por Jovem Pan
  • 16/04/2014 21h44
Estádio do Morumbi deve ter cobertura reformada a partir do final de 2014

Apesar de já praticamente definida desde a última semana , a eleição presidencial do São Paulo teve uma grande surpresa na noite desta quarta-feira. O oposicionista Kalil Rocha Abdalla retirou a sua candidatura, dando a vitória para Carlos Miguel Aidar e impedindo com que a votação para a reforma do Morumbi também fosse votada.

Para José Francisco Mansur, assessor especial da presidência tricolor, a manobra da oposição foi vergonhosa, colocando um capítulo negro na história são-paulina.

“Eu acho que foi um momento muito triste da história do São Paulo, porque ao longo dos últimos meses, essa candidatura antecipou o processo eleitoral, mobilizou uma série de jovens são-paulinos que acreditaram nas propostas deste grupo chamado São Paulo Forte, para chegar na hora da eleição e por uma razão totalmente improcedente o candidato retirar a candidatura”, atacou Mansur.

“Eu queria saber o que esses conselheiros que ousaram entrar vão dizer para os 1.150 eleitores do grupo amarelo, que votaram neles, que acreditaram neles e na primeira reunião simplesmente não apareceram. É uma vergonha, é antidemocrático, porque na democracia, quando você tem a maioria você ganha, e quando não você perde, não há nada de vergonhoso nisso. Agora, não aceitar uma derrota eleitoral, não aceitar a vontade da maioria, é uma das posturas mais antidemocráticas que já se experimentou. Não é possível que o torcedor do São Paulo não perceba o perigo ditatorial que esse grupo apresenta quando adota uma medida como essa”, completou.

A polêmica desistência de Abdalla foi motivada por uma manobra da situação, que tentou atrelar a votação da reforma do Morumbi ao pleito presidencial. Como os opositores boicotam a votação para o estádio e tinham chances quase nulas de vitória no caso da presidência, preferiram retirar a candidatura em cima da hora para evitar o quórum mínimo para a eleição, enfurecendo os partidários de Aidar.

“A imagem da instituição é muito maior que a imagem que das pessoas que fizeram o que fizeram. As pessoas que fizeram isso hoje não tem o poder de macular uma instituição do tamanho do São Paulo. Eles criaram um episódio triste. Sempre postularam pela democracia e hoje fora antidemocráticos, tanto no que diz respeito para eleição para presidente quanto para a cobertura”, lamentou o assessor da presidência.

O principal argumento da oposição no caso do Morumbi é que a gestão de Juvenal Juvêncio não deu liberdade alguma para quem era contra poder analisar o projeto do novo Morumbi. Mansur nega tal medida, dizendo que o grupo de Abdalla pensou apenas no lado político para o boicote.

“Ele (Abdalla) sabe (sobre todo o projeto), porque foi assumido por conselheiros de oposição que os contratos foram lidos por três meses. Qual é o golpe? Eles conhecem os que estavam votando, eles conhecem os contratos. Falam que tem oito conselheiros de oposição novos que não viram, mas quem viu foi uma comissão. O natural é que essa comissão reportasse aos candidatos o que estava sendo lido. Não votaram porque não querem o desenvolvimento do São Paulo. Apostam no quanto pior melhor”, concluiu.