Ataque, vaga na Libertadores e bastidores: os desafios de Doriva no São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 08/10/2015 17h33
SÃO PAULO,SP,08.10.2015:SÃO-PAULO-TREINO - O novo técnico Doriva durante treino no CT da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo (SP), nesta quinta-feira (8). A equipe se prepara para enfrentar o Fluminense em partida válida pelo Campeonato Brasileiro 2015. (Foto: André Lucas Almeida/Futura Press/Folhapress)Doriva tem grande oportunidade no São Paulo

Depois de uma boa passagem pela Ponte Preta, Doriva foi anunciado esta semana como novo técnico do São Paulo. Para ele, será a maior oportunidade de sua carreira, oportunidade que também traz grandes desafios. No cargo, o jovem treinador terá de lidar com um ambiente turbulento, cobranças altas e a dificuldade de trabalhar com um elenco acostumado a um tipo totalmente diferente de trabalho.

Confira abaixo quais serão os cinco principais desafios de Doriva no comando do Tricolor.

Melhorar o ataque

Apesar de contar com craques como Alexandre Pato, Luís Fabiano e Ganso, o São Paulo é o time que tem o pior ataque entre os sete primeiros colocados no Campeonato Brasileiro. Foram apenas 36 gols marcados em 29 disputados no torneio – uma média de apenas 1,24 gol por jogo. Como a defesa não vai mal (é a terceira melhor), é de se imaginar que o Tricolor estaria em posição melhor caso fosse mais eficiente na hora de mandar a bola para as redes.

Um dos problemas é que Doriva é conhecido por montar times sólidos defensivamente e jogar pelo resultado, não para dar show. Foi assim no Ituano campeão paulistas em 2014 e no Vasco campeão carioca de 2015.

Conquistar uma vaga na Libertadores

O sonho de Doriva pode acabar cedo caso ele não conquiste o principal objetivo no Tricolor na temporada: uma vaga na Libertadores de 2016. Para esse objetivo, há dois caminhos: a Copa do Brasil, na qual o time está nas semifinais, e o Campeonato Brasileiro, em que tenta uma vaga no G4 e está na quinta colocação. O sucesso nessa jornada determinará como começará (ou não) a temporada de 2016 de Doriva no Morumbi.

Blindar o elenco contra os problemas da diretoria

O São Paulo vive seu momento mais quente nos bastidores dos últimos anos. A saída de Osorio foi conturbada, o presidente Carlos Miguel Aidar brigou com Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol, e depois desfez toda a diretoria. Se antes os problemas do clube já eram apontados como um fator que atrapalhava o desempenho do Tricolor em campo, a tendência é que isso aumente. A não ser que Doriva consiga blindar o elenco contra os desmandos dos dirigentes.

Implantar seu conceito de futebol…

Ao optar por Doriva, Aidar decidiu não dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito por Osorio, pois os dois treinadores têm estilos bem diferentes. Agora, o brasileiro terá de implantar seu trabalho, baseado em um time definido e uma defesa sólida, em um elenco que estava acostumado ao rodízio de titulares, à posse de bola e à ofensividade.

…Mas também aproveitar o legado de Osorio

Apesar de ter ideias diferentes das de Osorio, Doriva disse que o trabalho de seu antecessor “tem coisas interessantes” e que conversaria com o auxiliar Milton Cruz para manter o que for útil ao time. Ele poderia, por exemplo, tentar manter pelo menos parte da ofensividade da equipe, a “fome” por posse de bola e algumas experiências que deram certo, como as escalações de Carlinhos na ponta-direita.