Bauza elogia Guardiola e diz que pensou que Argentina escolheria Simeone

  • Por EFE
  • 04/08/2016 19h53
SP - FUTEBOL/SÃO PAULO FC/TREINO - ESPORTES - O técnico Edgardo Bauza, do São Paulo, concede entrevista coletiva após treino do São Paulo no Estádio do Morumbi, na capital paulista, nesta sexta-feira. 10/06/2016 - Foto: ADRIANA SPACA/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOEdgardo Bauza - AE

O novo técnico da Argentina, Edgardo Bauza, disse nesta quinta-feira que chegou a pensar que a federação de futebol do país, a AFA, escolheria Diego Simeone, comandante do Atlético de Madri, para o cargo.

“Pensei que escolheriam o ‘Cholo’ (Simeone). É um ex-jogador da seleção, que vive um momento muito bom como técnico, e que tem personalidade suficiente para ser técnico da Argentina”, disse Bauza sobre o companheiro de profissão em entrevista ao jornal esportivo Olé.

“Mas, bem, ele disse que não era o momento. Depois, todos os nomes que estavam na mesa, não digo que estavam todos em momentos iguais, mas estávamos em momentos parecidos”, analisou.

Bauza será apresentado oficialmente como técnico da Argentina nesta sexta-feira. Ele admitiu ser um admirador do estilo de jogo praticado no passado pelo Barcelona comandado por Pep Guardiola.

“Messi jogava pela esquerda. Foi uma equipe que realmente jogava muito bem. E defendia muito bem, era muito compacto. Tentava recuperar a bola o mais rápido possível e depois manter a posse dela. Essa era outra virtude que não deixava o rival atacar”, lembrou.

“Podemos conseguir isso. Trabalhando podemos conseguir. Imagino uma seleção que saiba manter a posse de bola e tenha jogadores que desequilibram. Além disso, não é o mesmo enfrentar a Alemanha e times de nível mais baixo, que se defendem mais”, analisou.

O técnico, que se despede do São Paulo nesta quinta-feira, também destacou o quanto a Argentina precisa de Messi, mas que entende sua renúncia à seleção pois também foi jogador e muitas vezes passou por frustrações.

“Quero conversar com ele sobre futebol, perguntar a ele como se sente, contar às ideias que tenho para o time. Enfim, dividir com ele uma ou duas horas de conversa sobre futebol, ouvir suas experiências. E torço para que, depois dessa conversa, ele diga: Bauza, quero voltar”, declarou.