“BBC” acusa técnico de campeão olímpico de dar substâncias ilegais a atletas

  • Por Agencia EFE
  • 03/06/2015 17h03

(Corrige título).

Londres, 3 jun (EFE).- Um programa que será veiculado nesta quarta-feira pela emissora britânica “BBC” apresentará acusações ao americano Alberto Salazar, técnico do corredor Mo Farah desde 2011, entre outros atletas, de ter violado as leis antidoping.

O documentário apontará, a partir de diversos testemunhos, que alguns atletas que trabalham com o três vezes vencedor da Maratona de Nova York, em 1980, 1981 e 1982, no programa Oregon Project, consumiram substâncias proibidas.

Nenhuma das pessoas ouvidas pela produção do programa aponta que Farah seja um destes envolvidos, mas aponta o nome do americano Galen Rupp, medalha de prata na prova dos 10 mil metros nos Jogos Olímpicos de Londres, justamente atrás do britânico.

Steve Magness, braço direito de Salazar em 2011, garante no programa que o fundista dos Estados Unidos recebeu testosterona sintética em 2002, quando tinha 16 anos.

“Quando vi, dei um pulo para trás. A testosterona está obviamente proibida, e todo o mundo o sabia. Quando olhei mais fundo, vi que remontava a época do instituto. Foi incrivelmente chocante”, diz Magness, no documentário.

Outras testemunhas sugeram no programa que a equipe do grupo comandado por Salazar encorajava os atletas a tomar pequenas doses de susbstâncias proibidas, para não haver flagra nos testes.

Salazar negou para a “BBC” que tenha utilizado qualquer prática e que nunca forçou ninguém a “manipular provas”, nem “quebrar leis que governam o esporte. Em comunicado, o técnico afirma que todas as acusações são baseadas em suposições falsas.

Rupp, por sua vez, negou as acusações e afirmou que a única sustância vetada que tomou durante a carreira é a medicação para asma, a qual tem permissão da Agência Mundial Antidoping (WADA), para utilizar.

Mesmo sem ter sido apontado como parte do grupo dos atletas que teria feito uso de doping, Farah também se defendeu.

“Nunca tomei substância proibida e Alberto nunca me sugeriu que tomasse alguma substância proibida”, disse o fundista britânico. EFE