Bellucci admite que evoluiu mentalmente e vê “carência de jogadores” no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 05/06/2015 18h12

O brasileiro Thomas Bellucci voltou ao top 40 depois de faturar o título do ATP de Genebra

Thomaz Bellucci

Atual número 40 no ranking da ATP, Thomas Bellucci é o melhor tenista brasileiro na atualidade. E o bom desempenho do paulista em 2015, ano no qual ele já faturou o título do ATP 250 de Genebra, o fez subir de posição no mundo. Em entrevista ao repórter Fredy Junior, da Rádio Jovem Pan, o atleta afirmou estar satisfeito com seu rendimento nos últimos tempos e admite ter melhorado bastante na parte psicológica.

“Estou muito feliz com meu desempenho nos últimos torneios. Não comecei a temporada tão bem, mas aos poucos fui me encaixando”, disse. “Nessa gira de saibro, acredito que foi minha melhor temporada até agora. Consegui ganhar um torneio, avancei à terceira rodada de Masters 1000. Pontuei bastante. Estava precisando de um resultado para ganhar confiança, para subir no ranking. A gente tinha um objetivo de voltar ao top 50 depois de Roland Garros e a gente conseguiu. Missão cumprida. Vamos com tudo para o segundo semestre”, prosseguiu.

O tenista natural de Tietê faturou seu quarto título na carreira e, com a marca, ultrapassou Meligeni na lista de tenistas mais vencedores do Brasil. Thomaz Bellucci não escondeu que o feito é muito marcante para ele.

“Uma grande marca. Um título sempre é muito especial. Estou muito contente, acredito que ainda posso conseguir mais títulos do que tenho hoje. É importante estar na história do tênis, ao lado do Guga, do (Luiz) Mattar, do (Fernando) Meligeni”, afirmou.

Em relação ao seu desenvolvimento psicológico, fator pelo qual sempre foi muito criticado, o tenista brasileiro exalta seu crescimento neste aspecto.

“Com certeza. A parte psicológica é essencial em um jogo de tênis. É impossível estar mal mentalmente e conseguir bons resultados, ser consistente. Acredito que, nos últimos jogos, eu tenho demonstrado um controle mental bom, consegui em muitos momentos de pressão, em momentos delicados dentro do jogo, administrar a ansiedade, o nervosismo. A parte física também tem melhorado. É um conjunto de coisas”, admitiu.

Bellucci também ressaltou que os resultados obtidos por ele e Feijão, único outro tenista brasileiro atualmente no top 100 da ATP, são essenciais para ajudar um pouco no crescimento da modalidade em nosso país.

“É muito importante. Às vezes a gente tem uma carência de resultados, uma carência de jogadores. A gente tem pouca quantidade de jogadores entre os melhores do mundo. Hoje em dia é o Feijão e eu, alguns jogadores conseguem entrar e sair. Mas o tênis tem muito a melhorar, precisa de uma estrutura muito mais forte. Quando mais jogadores a gente tiver, melhor para o esporte”, observou.

Por fim, falando sobre as Olimpíadas do ano que vem, que serão realizadas no Rio de Janeiro, Thomaz não escondeu que pensar em medalha ainda é um sonho, mas ele mantém a esperança de fazer uma boa competição contando com o apoio da torcida local.

“Eu gosto de focar semana a semana, mas as Olimpíadas de 2016 não deixam de ser um sonho. Lógico que eu penso. Espero representar o Brasil da melhor maneira possível. Acredito que uma medalha ainda seria um sonho, já que hoje em dia todos os jogadores jogam as Olimpíadas, Federer, Nadal, Djokovic. É um torneio bem duro, como se fosse um Masters 1000, e vou super motivado. Espero fazer um grande resultado com a força da torcida”, finalizou.