Borja chega e é recepcionado pela torcida do Palmeiras com grande festa

  • Por Jovem Pan
  • 11/02/2017 10h19
SP - DESEMBARQUE/BORJA - ESPORTES - Na foto o jogador colombiano Borja recém-contratado pelo time do Palmeiras durante seu desembarque no aeroporto de Cumbica em Guarulhos (SP) na manhã deste sábado (11). 11/02/2017 - Foto: JALES VALQUER/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOTorcida do Palmeiras faz festa para receber Borja

O atacante colombiano Miguel Borja, principal reforço do Palmeiras para 2017, finalmente chegou ao Brasil. E a torcida do atual campeão brasileiro deu um show nas boas vindas ao jogador, que pousou no aeroporto de Guarulhos por volta das 6h30 da manhã deste sábado (11).

O jogador foi recepcionado pela torcida do Verdão na porta de entrada do Terminal 2 do aeroporto, que foi tomada por palmeirenses que carregaram bandeiras e instrumentos, fazendo uma verdadeira festa para o gringo. Além do reforço palmeirense, o diretor de futebol, Alexandre Mattos, também foi ovacionado pela torcida.

A negociação de Borja com o Palmeiras se arrastou desde o fim de 2016 até a última quarta-feira, e avançou após a ida do diretor de futebol palmeirense Alexandre Mattos para Medellín. A contratação só pôde ser concretizada com o aval da Crefisa, patrocinadora do clube, que se dispôs em ajudar a custear a contratação do atacante.

A Crefisa, que renovou o contrato com o Palmeiras nesta semana, também pagará para Borja metade do R$ 1 milhão de dólares (R$ 3,1 milhões) em luvas pela assinatura do vínculo com o Palmeiras. A outra metade será paga pelo clube. Além disso, a patrocinadora vai bancar parte do salário, ao dar ao clube R$ 200 mil por mês. Borja vai ganhar cerca de R$ 350 mil.

O jogador preferiu o Palmeiras em vez de uma oferta da China pela visibilidade e pela oportunidade de ganhar pela segunda vez a Libertadores. A vontade dele foi decisiva, já que o Atlético Nacional preferia negociar com os chineses, que tinham uma proposta bem mais vantajosa. Detalhes do acerto com o clube colombiano é que atrasaram a oficialização.

Mauro Beting, comentarista da Jovem Pan e palmeirense, acompanhou a chegada do jogador e contou ao programa No Mundo da Bola sobre a emoção de participar deste momento especial para o torcedor alviverde. Ouça:

Mauro também registrou em imagens a festa da recepção:

 

Eu acordei 5h32 da manhã de um raríssimo sábado de folga depois de ir dormir 1h40 (por ter assistido aos piores tons de cinza que o cinema nos pode mostrar). Acordei meu filho caçula pai da ideia e fomos até Cumbica. 51 minutos de viagem. 51. Bela ideia. Chegamos quando o bicho estava pegando no aeroporco. O Borja veio ali. Os torcedores há dois meses campeões do Brasil (os mais vezes vencedores carentes não são…) levantavam nos ombros que há dois anos sofriam com quase uma nova queda o novo entre tantos ídolos. O Borja que há incertos sete meses eles não tinham a menor ideia quem era. Ele saía do Cortuluá (é assim que se escreve?) para escrever impressionante história com o Nacional continental. É tudo muito rápido. Foi tudo muito agitado na madrugada de Cumbica. Eu e meu caçula pudemos pular e gritar por Borja como eu nunca tinha feito na chegada de um cara que eu também não sabia quem era. E espero saber em 2017 muito mais com ele e o belo time ao redor dele, e a belíssima torcida em volta. Como o meu amigo Chico Vaselucci. Meu e da minha mulher há décadas. Como tantos amigos que só têm em comum as mesmas cores e credo. Não é só desocupado, vagabundo, violento, bandido, banido que vai fazer festa na chegada de um reforço de um clube de futebol. É gente como a gente. Até gente que se pudesse comeria gente com outras cores. Esses tipos e arquétipos do apocalipse. Mas a maioria em Cumbica, na Caraíbas, caracas, é gente que ama sem saber o porquê. Ama sabendo quem é Palmeiras mesmo que a gente não saiba com que pé chuta o Borja. Gente que se borra só por ser torcedora. Nossa ou deles. O que foi feito com Borja é o que o rubro-negro fez com Conca e Diego. O tricolor fez na volta de Lugano. O torcedor do Sport fez quando André voltou. O que todo torcedor precisa fazer para o futebol voltar cada vez mais às nossas vidas. Não é só no estádio ou na poltrona o consumo desse fogo que nos consome. É onde for. E vamos onde for por isso. Como em 9 de dezembro de 1979 eu e milhares de palmeirenses fechamos Congonhas e a Rubem Berta para receber o Palmeiras que eliminara o Flamengo de Zico no Brasileiro. Nem semifinal era. E jamais esqueci. SEGUE ABAIXO

Uma foto publicada por Mauro Beting (@maurobetingoficial) em