Brasil pode usar vitória sobre Espanha para subir de nível, dizem tenistas

  • Por Agencia EFE
  • 08/09/2014 17h18

Thomaz Bellucci virou sobre Juan Mónaco e segue na briga pelo título do Rio Open

EFE Thomaz Bellucci em ação no Rio Open

Guilherme Clezar e Rogério Dutra Silva, dois integrantes da equipe brasileira que pegará a Espanha no próximo fim de semana pela Copa Davis, garantiram à Agência Efe que o duelo é fundamental para o desenvolvimento do tênis do país.

“A Espanha talvez seja a maior potência atual. Para nós, é uma grande oportunidade poder enfrentá-los, e ao mesmo tempo exigir que o nível do tênis no Brasil vá ao mais alto possível”, disse Clezar, que briga pela posição de segundo simplista.

O tenista número 189 do ranking e Rogerinho, número 200, disputam lugar para os jogos de simples, junto a Thomaz Bellucci, em jogos que serão iniciados na sexta-feira, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

“Será muito difícil enfrentar a Espanha. Temos que dar o máximo possível. O mais importante é estarmos preparados, porque todos que virão, têm alto nível”, disse Clezar, minimizando as ausências de Rafael Nadal, Tommy Robredo e David Ferrer.

Para Rogerinho, o Brasil conta com alguns trunfos para superar o forte rival: Thomaz Bellucci, a dupla formada por Bruno Soares e Marcelo Melo, e o público que estará presente no Ibirapuera, estimado entre 7 e 8 mil pessoas.

“A torcida será um fator extra, pois é algo que influi demais na Copa Davis” disse o número 200 do mundo.

O tenista de simples admitiu que existe grande diferença entre a atual geração brasileira e a espanhola, mas garantiu ter esperança de que isso mude em um futuro próximo.

“Com o trabalho que está se fazendo nas divisões de base, a próxima geração terá menos diferença de nível técnico que a atual”, disse Rogerinho.

Esta será a 59ª vez que o Brasil atuará em casa na Copa Davis. Dos duelos disputados venceu 43, e caso isso acontecer no fim de semana, o país irá ao Grupo Mundial da competição.