Calleri faz quatro, São Paulo atropela o Trujillanos e revive na Libertadores

  • Por Jovem Pan
  • 05/04/2016 23h34
SP - LIBERTADORES/SÃO PAULO X TRUJILLANOS - ESPORTES - Comemoração do segundo gol de Calleri, do São Paulo, marcado diante da equipe do Trujillanos (VEN), durante partida válida pela quarta rodada do Grupo 1 da Copa Libertadores da América 2016, realizada no estádio do Morumbi, na zona oeste de São Paulo, nesta terça-feira. 05/04/2016 - Foto: MARCELO ZAMBRANA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDOJonathan Calleri voltou a mostrar o bom futebol do começo do ano e marcou três gols diante do Trujillanos

A relação entre São Paulo, Morumbi e Libertadores é especial, recheada de vitórias e títulos. Essas características ficaram mais evidentes nesta terça-feira (05), quando o Tricolor, voltando a disputar uma partida do torneio continental em seu estádio, reviveu o espírito guerreiro para atropelar o fraco Trujillanos por 6 a 0. A goleada, que contou até com gol de pênalti – um dos defeitos da equipe em 2016, valeu a volta à briga por uma vaga na próxima fase.

O primeiro lance que chamou a atenção na partida causou revolta na torcida são-paulina. Ganso recebeu na área e caiu após a chegada da marcação. O árbitro mandou o jogo seguir, e logo se perceberia que o suposto pênalti não faria falta. O contestado Michel Bastos descolou cruzamento da esquerda e Calleri apareceu livre na área para cabecear no canto e abrir o placar.

O gol inflamou o time e os torcedores da casa. Tanto que não demorou para o segundo aparecer: aos 17 minutos, Mena, também pela esquerda, conseguiu cruzar; Kelvin cabeceou e Héctor Pérez espalmou; no rebote, o próprio Kelvin chutou, o zagueiro tentou tirar em cima da linha, mas não evitou que a bola entrasse.

O Trujillanos até tentou reagir em cobrança de falta de Cova, defendida por Denis. No entanto, a fragilidade defensiva voltou a complicar sua situação do time venezuelano. João Schmidt passou para a esquerda e Mena deixou a bola seguir até Ganso; o meia voltou para o volante, que, de frente para o gol, bateu com categoria no canto esquerdo para fazer um golaço.

Com a vantagem de 3 a 0 em 24 minutos de jogo, o São Paulo se deu ao luxo de diminuir o ritmo, mas mesmo assim criou chances para ampliar. Hudson e Calleri tentaram e por poucos centímetros não balançaram as redes antes do intervalo. A pontaria não voltou a falhar logo nos primeiros minutos do segundo tempo, quando Calleri foi derrubado na área. O próprio argentino foi para a cobrança, bateu no lado direito e fez o Tricolor voltar a acertar uma penalidade após cinco desperdiçadas.

O time brasileiro aproveitou a limitação do adversário para tentar esticar ainda mais o placar. Thiago Mendes quase o fez, pouco após entrar em campo, ao invadir a área e bater para fora. Michel Bastos, desta vez festejado pela torcida, também teve sua chance, mas a finalização pegou em Calleri e foi para fora. O atacante teve mais sorte minutos depois, quando arrancou contra a zaga, invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro. Na cobrança, ele bateu no mesmo canto da anterior, Pérez defendeu, mas aproveitou o rebote para mandar para dentro.

Como se não bastasse, aos 41 minutos Lucão descolou grande lançamento para Calleri, que saiu na cara do gol e finalizou na direita para marcar seu quarto gol no jogo, o sexto do Tricolor. Com isso, se tornou o artilheiro da Libertadores, com cinco tentos marcados.

Com a goleada, o São Paulo chegou a cinco pontos no Grupo A. À sua frente estão River Plate, com cinco, e The Strongest, com sete. Nesta quarta-feira, os dois se enfrentam no Monumental de Núñez, e um empate deixará o Tricolor a um ponto da segunda colocação com duas rodadas a serem disputadas. Definitivamente, o tricampeão continental está de volta à Libertadores.