Campeão da NBA pelo Warriors, Curry afirma que não gostaria de visitar Trump

  • Por Estadão Conteúdo
  • 15/06/2017 13h55 - Atualizado em 29/06/2017 00h29

Curry marcou 29 pontos em mais uma vitórias dos Warriors

Curry marcou 29 pontos em mais uma vitórias dos Warriors

O armador Stephen Curry, um dos principais destaques do Golden State Warriors no título da NBA, afirmou que não gostaria de ir à Casa Branca encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O país tradicionalmente promove em todos os anos o encontro das equipes campeãs com seu principal chefe de estado.

O Golden State Warriors emitiu comunicado para informar que nenhuma decisão foi tomada sobre a visita à Casa Branca e que, por enquanto, não houve convite da presidência. Curry, no entanto, se manifestou aos repórteres sobre sua vontade.

“Alguém me perguntou há uns meses sobre ir à Casa Branca, hipoteticamente, se fôssemos campeões. Acho que respondi que não gostaria de ir. Ainda penso dessa maneira, hoje”, comentou, de acordo com o jornal USA Today. “Mas, obviamente, como um time, nós iremos conversar”, complementou.

Curry não é o único atleta do elenco que gostaria de evitar a visita. Andre Iguodala também disse que não pretende se encontrar com Trump. “Vamos fazer aquilo que nosso líder (Curry) quiser”, declarou ao mesmo jornal norte-americano. 

O técnico do Warriors, Steve Kerr, é um crítico declarado de Trump. Recentemente, comentou em entrevista coletiva: “Trump não poderia ser mais inadequado para ser presidente, porque ele é um cara muito orgulhoso. Você não vê resiliência, habilidade em se comunicar, compaixão. Ele não tem nada disso”, afirmou. “Alguém pensou algum dia que Donald Trump era um grande líder?”.

Em abril, Trump recebeu os jogadores de futebol americano do New England Patriots, campeões da NFL. No entanto, 19 atletas não foram à Casa Branca. Entre eles, o capitão do time, Tom Brady, que é amigo do presidente. “À luz de alguns desenvolvimentos recentes, eu não poderei comparecer à cerimônia. Atenderei algumas questões familiares”, justificou o marido de Gisele Bündchen em comunicado.