Casagrande revela energia pesada na Seleção: “com Tite, limpa a nuvem preta”

  • Por Jovem Pan
  • 21/07/2016 12h29

Walter Casagrande Júnior disse que Divulgação Walter Casagrande Júnior disse que

Walter Casagrande Júnior não aprovou a troca de Dunga por Tite apenas por questões técnicas. Em entrevista exclusiva a Flávio Prado para a Jovem Pan Online, o ex-jogador e comentarista da TV Globo contou que, com o ex-corintiano, o lado “espiritual” da Seleção também se tornará mais “limpo”.  

Segundo Casagrande, havia uma “energia muito pesada” na Seleção Brasileira com Dunga. O ex-jogador cobre o time verde e amarelo há muitos anos e estava bastante preocupado com a possível não classificação à Copa do Mundo de 2018, na Rússia. 

O Dunga tinha o jeito dele de trabalhar, agradava a uns, não agradava a outros… Mas o ambiente era muito pesado. Eu sigo a Seleção Brasileira há algum tempo, e a energia era muito pesada… Alguns membros da imprensa não se davam com o Dunga, tinha aquele revanchismo da Copa de 1994… Querendo ou não, isso refletia nos jogadores, atrapalhava muito“, afirmou.

O comentarista da TV Globo fez questão de dizer que a culpa pelo mau momento da Seleção não era só de Dunga. Mesmo assim, aprovou instantaneamente a troca no comando técnico canarinho. Principalmente pela questão anímica. 

Com a saída dele e a chegada do Tite, eu acho que vai limpar essa nuvem preta que havia na Seleção e dar mais motivação a todos os atletas, porque, agora, qualquer um poderá ser convocado. Zera tudo. Eu acho que agora vai funcionar“, afirmou. 

Isto não quer dizer, contudo, que, agora, Casagrande aposte todas as suas fichas na classificação do Brasil à Copa de 2018. Atualmente, a Seleção é a sexta colocada das Eliminatórias Sul-Americanas, o que significa que, se o torneio acabasse hoje, o Mundial não contaria com o time verde e amarelo pela primeira vez na história. 

“Eu ainda não vejo a classificação com uma certeza, mas acho que há bem mais chances. Antes, eu considerava a não classificação um risco iminente. O ambiente estava muito pesado, as coisas não estavam acontecendo… E eu acho que o Brasil não tem de buscar ser primeiro a qualquer custo, não. São quatro seleções que se classificam diretamente e há uma quinta vaga para jogar uma repescagem contra ninguém. O importante é classificar“, finalizou.