“A Catedral” da Luz, um majestoso palco para a final da Liga dos Campeões

  • Por Agencia EFE
  • 23/05/2014 07h16

Estádio do Benfica foi palco da final da Eurocopa de 2004A Catedral da Luz

Quando acaba de completar 10 anos de sua profunda remodelação, o majestoso e moderno Estádio da Luz de Lisboa, conhecido como “A Catedral”, receberá neste sábado a segunda final continental de sua história, com o inédito duelo entre o Real Madrid e Atlético de Madrid pela Liga dos Campeões.

Sede do Benfica, o clube mais vitorioso de Portugal, e considerado o 21º da Europa no ranking de capacidade (até 65.647 espectadores), o estádio foi reinaugurado oficialmente no dia 25 de outubro de 2003, com um amistoso entre o time da casa e o Nacional do Uruguai.

Nuno Gomes, lendário atacante do Benfica e atual diretor do clube, fez o primeiro gol do estádio aos sete minutos de uma partida em que sua equipe venceu por 2 a 1.

Desde então, o Estádio da Luz, situado na zona noroeste de Lisboa, no popular bairro de Benfica, foi palco de alguns jogos célebres.

A final da Eurocopa de 2004 entre os anfitriões Portugal e Grécia, no dia 4 de julho desse ano, pôs em expectativa os cerca de 65 mil torcedores que estavam no estádio.

A limitada Grécia, armada de paciência, desmontou os lusos com uma cabeçada de Angelos Charisteas aos 12 minutos do segundo tempo. Depois da partida, viu-se o atual melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, chorando, desconsolado, no gramado.

Cinco anos depois, em novembro de 2009, “A Catedral”, apelidada assim por sua imponente estrutura, presenciou outro confronto crucial para a seleção: o jogo de ida da repescagem para a Copa do Mundo de 2010 contra a Bósnia.

Portugal superou por 1 a 0 a pequena seleção balcânica e carimbou sua vaga no torneio ao vencer no jogo de volta pelo mesmo placar.

Dois anos mais tarde e também diante da Bósnia, os lusos se classificaram para a Eurocopa de 2012 em outro duelo chave na Luz, no qual golearam por 6 a 2, com dois gols de Cristiano Ronaldo.

Em novembro do ano passado, o estádio do Benfica recebeu a terceira repescagem consecutiva para um grande torneio de seleções. Daquela vez o adversário foi a Suécia, em uma partida protagonizada pelo confronto entre Cristiano Ronaldo e Zlatan Ibrahimovic.

O português levou a melhor e marcou o gol da vitória por 1 a 0 aos 35 minutos do segundo tempo. Na partida de volta, o craque do Real Madrid balançou as redes três vezes, garantindo a vitória por 3 a 2 e a passagem para o Brasil.

“A Catedral” recebeu também vários duelos decisivos da Liga dos Campeões. Em 2006, houve um empate sem gols entre Benfica e Barcelona pelas quartas de final, mesma fase na qual, em 2012, o time perdeu para o Chelsea por 1 a 0. Nas duas ocasiões, os lisboetas acabaram eliminados e os seus adversários ficaram com o título.

Para os adversários na final deste sábado, o novo Estádio da Luz, que substituiu o antigo, construído nos anos 50 e com capacidade para 120 mil espectadores, também não estranharão o palco.

Nos últimos anos, tanto Real Madrid como Atlético de Madrid disputaram amistosos no amplo gramado (105 por 68 metros). Em 2004, os merengues foram os convidados de honra para comemorar os 100 anos do Benfica. A partida terminou empatada em 2 a 2. Retornaram no meio de 2012, em outro amistoso que acabou em goleada dos espanhóis por 5 a 2. Já o Atlético de Madrid foi convidado pelo Benfica para jogar em julho de 2009 um amistoso de apresentação do time para os sócios. Os colchoeiros venceram 2 a 1.

Apelidado também em suas origens como “O inferno da Luz”, pelo fanatismo de seus torcedores, o novo estádio, cuja remodelação custou 120 milhões de euros, é considerado uma prestigiada peça de arquitetura.

Chama a atenção sua translúcida e leve coberta de policarbonato, projetada pelo arquiteto australiano Damon Lavelle e que contribui para que o recinto honre sua designação de estádio da Luz.

Com mais de 11 milhões de espectadores em seus 10 anos, o estádio está divido em quatro anéis. O primeiro conta com 21,8 mil lugares; o segundo e mais exclusivo, com 7,3 mil; o terceiro e destinado principalmente a empresas tem 2,5 mil; e o quarto e mais popular tem capacidade para 33,6 mil pessoas.

No entorno do estádio há um complexo esportivo que inclui dois pavilhões e uma piscina, assim como uma zona comercial, ginásio, restaurante panorâmico e o museu do Benfica, que registra os 110 anos de história do bicampeão da Liga dos Campeões em 1961 e 1962.

Em frente ao estádio há ainda uma estátua em homenagem a Eusébio da Silva Ferreira, o maior jogador dos “Águias”, falecido no dia 5 de janeiro, aos 71 anos.