Ceni confia na permanência de Chávez e aguarda definição de Luiz Araújo

  • Por Estadão Conteúdo
  • 27/01/2017 14h41
Rogério Ceni comanda treino do São Paulo no CT da Barra Funda

Com dificuldade de encontrar um centroavante no mercado, o São Paulo aposta em Chávez e Gilberto neste início de temporada. Mas o argentino, com contrato até 30 de junho, está na mira do futebol chinês. Sem “saber direito” sobre o assunto, Rogério Ceni disse nesta sexta-feira que confia na permanência do jogador: “ele tem contrato de empréstimo até o meio do ano, acredito que vai cumprir, não vejo esse risco da saída”. 

O treinador do São Paulo, por outro lado, não tem certeza da permanência de Luiz Araújo, que recebeu uma proposta do Lille, da França. E ele deixa a decisão nas mãos do presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. 

“Chegou uma proposta concreta para ele (Chávez). Gosto muito dele, acho que tem potencial para valer o dobro disso no futuro. Mas é a minha opinião. O clube tem suas necessidades financeiras. Gostaria de opções para ganhar títulos. Vamos sentar e conversar. Sempre impera a posição do presidente, que toma a decisão final, afirma Ceni. Especula-se que a oferta do clube francês seja de 6,5 milhões de euros (R$ 22 milhões).

Ceni ressalta que a dificuldade de encontrar um reforço no ataque não se restringe ao São Paulo nem ao futebol brasileiro e aponta Palmeiras, Flamengo e Corinthians como exceções. Diante desse cenário, pretende improvisar com o que tem em mãos. “Futebol brasileiro é de improvisação, a gente pode tentar achar esse mesmo número de gols distribuído em um número maior de jogadores. Tem de conviver com a realidade”, destaca.

Para o ex-goleiro, a realidade do clube não envolve nomes como o holandês Van Persie e o togolês Adebayor, que teriam sido oferecidos à diretoria. “A não ser Van Persie, que li, os outros eu desconheço. A gente tem problemas financeiros e jogadores desse nível têm custo anual muito grande. Claro que se a diretoria tiver condições e trouxer jogadores com essa qualidade, independentemente da nacionalidade, serão bem-vindos. O único nome que trabalhei foi o Colmán, que acabou indo para o Dallas. Tenho dois nomes: Chávez e Gilberto, os dois têm fome de jogo. Vamos analisando conforme o passar do tempo.”