Ceni vê “bobeira” de Denis em expulsão, mas releva: “serve como aprendizado”

  • Por Jovem Pan
  • 22/04/2016 13h46
Rogerio Ceni

Ídolo máximo da história do São Paulo, Rogério Ceni participou nesta sexta-feira do programa Esporte em Discussão, da Rádio Jovem Pan, e comentou rapidamente sobre a atuação do seu sucessor, Denis, na partida contra o The Strongest, na última quinta, pela Libertadores. O arqueiro falhou no gol da equipe boliviana e, ainda por cima, foi expulso nos minutos finais do confronto por fazer cera. Recém-aposentado, Ceni não condenou o erro do goleiro na abertura do placar pelos donos da casa, mas ressaltou que ele cometeu uma “bobeira” ao levar o cartão vermelho minutos depois de ter sido advertido por atrasar o jogo.

O lance do gol é daqueles chatos. Essas bolas cruzadas, com gente chegando junto, são sempre muito difíceis. O que eu achei é que o Denis deu uma pequena bobeira só no finalzinho, na expulsão. Aos 25 minutos, ele já havia levado o amarelo por atrasar a partida. Ali, ele já devia ter percebido que o árbitro estava prestando atenção na cera“, opinou Rogério Ceni. 

Para o ex-goleiro, faltou a Denis ter a percepção de que retardar o reinício do confronto com o árbitro à sua frente fatalmente resultaria na sua expulsão – que acabou sendo péssima para o São Paulo, porque o técnico Edgardo Bauza já havia feito as três substituições, o que obrigou o zagueiro Maicon a atuar no gol por dois longos minutos.

Quando o Denis trocou a bola de lado para cobrar o tiro de meta no finalzinho do jogo, com certeza devia saber que estava correndo um risco muito grande. Mas serve como um aprendizado para a carreira dele. Ela só está começando. Ainda bem que saímos com um empate e a classificação da Bolívia. Isso é o mais relevante no momento“, ressaltou o ídolo são-paulino, evitando pressionar ainda mais o seu sucessor. 

Denis, afinal, já tem sido cobrado em demasia no São Paulo. Mesmo aos 29 anos, ele pareceu não ter sabido lidar bem com a responsabilidade de assumir a titularidade são-paulina após o adeus de um ícone como Rogério Ceni. O agora ex-goleiro, por sinal, revelou que não tem conversado frequentemente com o seu ex-reserva – por não achar extremamente necessário fazer isto. 

Estive no CT há pouco tempo e bati um papo de cinco, dez minutos com o Denis, mas acho que cada um tem de ser colocado dentro da sua época, dentro do seu tempo. A minha época como jogador já se foi. Agora, eu fico só na arquibancada e na frente da TV torcendo para que tudo dê certo. Acima de tudo, torço pelo sucesso de um amigo, assim como eu tive como quando substitui o Zetti”, encerrou.