Chuva de objetos, 10×0 e as curiosidades que fazem Real x Barça ser “o clássico”

  • Por Jovem Pan
  • 19/11/2015 23h01
Personagens de controversos e histórias curiosas ajudam a fazer história do clássico ser ainda mais atraente

O Real Madrid recebe o Barcelona neste sábado, às 15h15 (horário de Brasília), tentando uma vitória para chegar aos mesmos 27 pontos do rival e assumir a liderança do Campeonato Espanhol. Mas é claro que a partida não se trata apenas da disputa pelo primeiro lugar na tabela. Com mais de 113 anos de história, Real x Barça é considerado por muitos o maior clássico do futebol, e não à toa é chamado de El Clásico.

Tanto tempo de disputa guarda curiosidades quase esquecidas e momentos inusitados. O Jovem Pan Online conta abaixo cinco dessas histórias que fazem o “labo B” do clássico ser uma atração a mais.

Ronaldinho, o feio

Em 2003, Ronaldinho Gaúcho estava voando com a camisa do PSG e era alvo de gigantes europeus. Quem se deu melhor foi o Barcelona, que o contratou naquele ano. O rival Real Madrid também tinha interesse, mas, ao perder o craque para os catalães, deu uma desculpa esfarrapada: o brasileiro seria “muito feio” para jogar pelo clube. Esse motivo, aliás, teria feito o argentino Di Maria deixar os merengues em 2014 – pelo menos segundo Carles Rexach, diretor do Barça, para o qual o Real Madrid só queria bonitões para vender sua marca.

O sacrifício de quem ainda não nasceu

Johan Cruyff acertou sua ida para o Barcelona em 1974, mas não era esperado para disputar a primeira partida no novo clube, justamente contra o Real Madrid, porque seu filho Jordi estava para nascer. Mesmo assim, o holandês entrou em campo e colaborou com gols e assistências para a goleada por 5 a 0. O que fez Cruyff poder jogar? Por meio de uma cesariana, ele e sua mulher adiantaram o nascimento do bebê em nove dias. Para o Barça, valeu a pena o sacrifício da criança.

Os 10 x 0 de Michael Laudrup

“Senti o ódio entre os dois times em meus ossos quando troquei o Barcelona pelo Real Madrid”, disse certa vez Michael Laudrup, que saiu do Barça em 1994 para jogar pelo maior rival. Além da transferência o que chamou a atenção foram os resultados obtidos. Antes de sair da Catalunha, o dinamarquês contribuiu na vitória por 5 a 0 sobre os merengues. Meses depois, ele deu o troco, e ajudou o Real a devolver a goleada em novos 5 a 0. Por conta do feito, o craque declarou: “Eu venci por 10 a 0!”.

A chuva de objetos em Luís Figo

Assim como Laudrup, Luís Figo também trocou o Barcelona pelo Real Madrid e pode sentir o ódio entre as duas torcidas. Só que ele sentiu na pele: em 2002, dois anos depois de ter feito a troca de rivais, o português foi recebido com muitos “presentes” pela torcida do Camp Nou. Os torcedores atiraram garras de Coca-Cola, bolas de golfe e até uma cabeça de porco em sua direção! Por conta disso, o jogo teve de ser paralisado por 16 minutos.

Ninguém escapa da mira de Mourinho

Depois de perder por 2 a 0 para o Barcelona, em casa, na partida de ida da semifinal da Liga dos Campeões da temporada 2010-2011, o Real Madrid se viu praticamente eliminado pelo maior rival. Então, o técnico José Mourinho resolveu criticar a suposta influência que o Barça tinha nos bastidores, o que teria contribuído para o resultado. O português então culpou a todo mundo: os árbitros, a UEFA, a Unicef. Sim, a Unicef, órgão das Nações Unidas para as crianças. É que o órgão estampava, na época, seu logo na camisa blaugrana. Só é meio difícil imaginar como as Nações Unidas teriam influenciado em um jogo de futebol…