Cléber Machado recorda “hoje não, hoje sim” e destaca: “foi totalmente natural”

  • Por Jovem Pan
  • 31/01/2016 10h38
Narrador da Globo

Vitórias em Copas do Mundo, Olimpíadas, Libertadores, são inúmeras as narrações marcantes de Cleber Machado na televisão. Um momento de sua carreira, porém, sempre é lembrado e não exatamente por uma vitória. O histórico GP da Áustria de 2002, quando Rubens Barrichello deixou Michael Schumacher ficar com a primeira posição, entregando a primeira posição nos metros finais, por ordem da Ferrari, ficou cravado na vida do narrador da TV Globo.

Convidado especial da rádio Jovem Pan neste domingo (31), Cleber recordou a narração da derrota de Barrichello e destacou a espontaneidade do “hoje não, hoje não, hoje sim”, frase que até hoje é lembrada por todos.

“Isso ficou muito marcado. Eu nunca sei se as pessoas falam disso toda hora pensando que foi uma reação natural ou se pensam que dei uma mancada. Na verdade, foi absolutamente natural”, disse Cleber em participação no Plantão de Domingo.  

“Um ano antes aconteceu a mesma coisa também na Áustria: o Barrichello estava em segundo, o Schumacher em terceiro e a Ferrari mandou trocar. Em 2002 ele estava ganhando de ponta a ponta, no meio da corrida o Reginaldo Leme falou: ‘eu não apostaria, lembra o que aconteceu ano passado’. Falei ‘não é possível’. E resolvi apostar na vitória. Entrou na última volta, Barrichello em primeiro, eu vibrei e a sensação foi de frustração”, recordou o narrador.

“Uma cena que não sai da minha cabeça: na época, corria o Ralf Schumacher, que é irmão do Michael Schumacher, ele passou e deu uma olhada para o irmão como quem dizia ‘o que você fez, cara? O que você está fazendo aí?’, porque se tem um cara que poderia peitar a Ferrari e falar ‘não vamos fazer isso’, era o Schumacher”, completou.